Taleban desafia Obama e promete intensificar resistência

Milícia responde a anúncio de nova estratégia no Afeganistão que inclui envio de mais 30 mil soldados dos EUA

BBC Brasil, BBC

02 de dezembro de 2009 | 10h30

A milícia extremista Taleban informou nesta quarta-feira, 2, que intensificará sua resistência no Afeganistão em resposta ao anúncio do envio de mais 30 mil soldados americanos ao país feito pelo presidente dos EUA, Barack Obama, na terça-feira.

 

Veja também:

linkOtan confirma envio de mais 5 mil soldados para o Afeganistão

linkPlano de Obama para guerra afegã custará US$ 30 bi no 1º ano

linkGoverno e oposição criticam novo plano 

video Vídeo: Discurso de Obama no canal da Casa Branca no YouTube

especialEspecial: 30 anos de violência e caos no Afeganistão 

Em um comunicado divulgado à imprensa, o Taleban afirmou que a estratégia americana não vai funcionar e que as tropas estrangeiras vão sofrer grandes baixas como consequência. Já o governo do Afeganistão manifestou seu apoio ao planos apresentados por Obama.

O ministro das Relações Exteriores, Rangin Dadfar Spanta, disse que com a ajuda internacional as forças afegãs conseguirão começar a assumir a responsabilidade pela segurança do país dentro de 18 meses.

Apoio

Também nesta quarta-feira, o presidente da Organização do Tratado do Atlântico-Norte (Otan), Anders Fogh Rasmussen, anunciou que a aliança vai mandar pelo menos mais 5 mil soldados para o Afeganistão em 2010.

 

O presidente francês, Nicolas Sarkozy, ofereceu apoio total à nova estratégia apresentada por Obama, classificando a decisão como "corajosa". O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, pediu para que os países aliados se unam e apoiem o presidente americano.

Obama anunciou a nova estratégia americana para o país em um discurso à nação na academia militar de West Point, no Estado de Nova York. Além da decisão sobre as tropas adicionais, o presidente afirmou ainda que pretende iniciar a retirada das tropas em julho de 2011 - antes das eleições presidenciais de 2012.

"Eu tomo essa decisão porque estou convencido de que nossa segurança está ameaçada no Afeganistão e no Paquistão", disse o presidente. "Esse é o epicentro do extremismo violento praticado pela Al-Qaeda", afirmou.

Com o envio dos soldados, que deve ser realizado ao longo de seis meses, os EUA terão mais de 100 mil homens lutando contra os militantes do Taleban em território afegão. A Otan conta atualmente com 36 mil soldados no país.

 

BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.