Taleban destrói 22 caminhões da Otan

Insurgentes atacam rota de suprimento de combustível para tropas que estão no norte do Afeganistão

CABUL, O Estado de S.Paulo

19 de julho de 2012 | 03h08

Rebeldes afegãos organizaram ontem um ousado ataque a rotas de abastecimento de tropas da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) no norte do país. Ao menos 22 caminhões de combustível foram destruídos. Em uma ação separada, dois soldados da aliança atlântica foram mortos no leste do país. O Taleban reivindicou a autoria do ataque.

Abastecer as tropas que combatem os insurgentes tem sido um dos principais problemas logísticos da Otan no Afeganistão. Depois de um impasse diplomático com os EUA, o Paquistão reabriu no início do mês a fronteira para o envio de suprimentos militares ao país vizinho. O fluxo, no entanto, ainda não foi normalizado, o que fez a Otan priorizar rotas pelo norte do país .

Segundo o chefe de polícia da Província de Samangan, Khalil Andarabi, a explosão ocorreu antes do amanhecer e atingiu um caminhão de combustível. Ele suspeita que o explosivo foi colocado sob o veículo.

Violência. Foi o segundo episódio de terrorismo na província em menos de uma semana. No sábado, um ataque suicida a um casamento matou ao menos 19 pessoas, entre elas o pai da noiva, um influente deputado afegão. No leste do país, dois integrantes da Otan foram mortos em bombardeio em uma estrada, um dia depois de um ataque insurgente ter matado um soldado ocidental em Helmand. Um helicóptero da aliança atlântica caiu no oeste, deixando dois soldados feridos.

A violência aflige o Afeganistão enquanto tropas locais assumem a segurança do país e forças ocidentais continuam a se retirar. A coalizão acredita que o Exército afegão será responsável pela segurança de toda a nação em 2014. Já os insurgentes tentam recapturar o território que perderam durante os últimos dois anos, quando dezenas de milhares de soldados americanos, da Otan e afegãos os expulsaram de seus bastiões no sul.

Ainda ontem, o primeiro-ministro britânico, David Cameron, fez uma visita-surpresa ao país. Ao visitar tropas e Helmand, Cameron prometeu retirar gradualmente os soldados britânicos do país. A Grã-Bretanha tem 9,5 mil militares servindo no Afeganistão. / WASHINGTON POST e AP

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