Taleban e delegação sul-coreana se reúnem no Afeganistão

Objetivo do encontro é discutir o futuro dos 21 sul-coreanos seqüestrados pelos fundamentalistas islâmicos

Associated Press,

10 de agosto de 2007 | 12h44

Um alto funcionário do governo do Afeganistão disse que dois líderes do grupo fundamentalista islâmico Taleban se reuniram com quatro negociadores da Coréia do Sul nesta sexta-feira, 10. As duas partes discutem o futuro de 21 missionários sul-coreanos seqüestrados no dia 19 de julho.   O encontro aconteceu depois que os radicais garantiram que os reféns não seriam executados até o momento da reunião com a delegação de Seul. Quatro membros da Cruz Vermelha também participaram do encontro.   Os militantes ameaçaram por diversas vezes matar mais reféns caso o governo afegão não atendesse aos pedidos do grupo. Do grupo de 23 missionários seqüestrados inicialmente - dos quais 18 são mulheres -, dois já foram assassinados.   Antes do anuncio de que o encontro estava em andamento, o porta-voz do Taleban Qari Yousef Ahmadi disse que as negociações continuariam por telefone. "Até que seja possível nos encontrarmos para negociar, não planejamos matar nenhum refém coreano".   O governo sul-coreano, entretanto, emitiu um alerta para organizações humanitárias para que deixem o Afeganistão até o final do mês por questões de segurança, confirmou um oficial da Embaixada da Coréia do Sul em condição de anonimato.   Ahmadi defendeu a iniciativa de Seul de retirar os missionários e disse ainda que acredita que a medida ajuda nas negociações com o Taleban. "A retirada de voluntários terá um efeito positivo no processo das negociações, já que a saída dos coreanos do Afeganistão é parte das nossas exigências".   Os 23 sul-coreanos foram capturados no último dia 19 na província afegã de Ghazni, no maior seqüestro de um grupo estrangeiro no Afeganistão desde a queda do regime Taleban.   O líder dos reféns, o pastor Bae Hyung-kyu, foi o primeiro a ser assassinado pelos rebeldes. Posteriormente, o governo da Coréia do Sul confirmou que um segundo refém foi morto: Shim Sung-min, de 29 anos, que era ex-empregado de uma empresa de tecnologia.

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