Taleban estende prazo para libertação dos reféns

Radicais prolongam por mais três horas o ultimato para a troca dos presos do grupo por reféns sul-coreanos

Efe e Associated Press,

30 Julho 2007 | 08h37

Um porta-voz do Taleban disse que o prazo para a libertação dos 22 reféns sul-coreanos foi estendido por mais três horas, terminando o final da tarde desta segunda-feira, 30. Qari Yousef Ahmadi disse ainda que se os militantes presos não forem libertados, alguns dos reféns podem ser mortos.   Ahmadi declarou que os comandantes do Taleban decidiram estender o prazo para atender ao pedido de uma delegação de oficiais afegãos, que solicitou mais tempo para negociações. O Taleban exige que 23 membros do grupo detidos em prisões afegãs sejam libertados. "Se o governo não começar a libertar os prisioneiros, mataremos os reféns", disse Ahmadi para a Associated Press.   Ação militar O governo da Coréia do Sul descartou o uso da força para libertar os 22 cidadãos seqüestrados por um grupo armado taleban há doze dias no Afeganistão, informou a agência sul-coreana Yonhap. "Por enquanto, não estamos considerando o uso da força (para libertar os reféns), como informam alguns meios", afirmou um funcionário de Seul citado pela Yonhap. O funcionário ressaltou a necessidade de manter ativos os contatos com o grupo armado para libertar os reféns sul-coreanos são e salvos. No sábado, o vice-ministro do Interior afegão, Munir Mangal, afirmou que, caso não se encontre uma solução pacífica para libertar os reféns, o governo poderia recorrer ao uso da força. O funcionário afirmou que o emissário sul-coreano, Baek Jong-chun, que no domingo se reuniu com o presidente afegão, Hamid Karzai, continua negociando com as autoridades de Cabul para solucionar o problema o mais rápido possível. A fonte disse ainda que se mantém uma estreita coordenação com outros países aliados no Afeganistão, incluindo os Estados Unidos.   Funeral   O corpo de Bae Hyung-kyu, missionário assassinado pelo Taleban no Afeganistão, chegou nesta segunda-feira na Coréia do Sul. A família declarou que pode atrasar o funeral até que os outros reféns sejam libertados. O presidente sul-coreano, Roh Moo-hyun, deu instruções para oficiais durante encontro realizado nesta segunda para duplicar os esforços pela libertação das vítimas. Ele ainda ordenou que o chefe de segurança do país permaneça no Afeganistão por mais alguns dias para tentar ajudar na negociação com os radicais. O presidente do Afeganistão, Hamid Karzai, assegurou no domingo, 30, que seu Executivo fará "todos os esforços possíveis" para a libertação dos reféns através de uma "solução conveniente". Os 23 voluntários cristãos sul-coreanos, entre eles 18 mulheres, foram seqüestrados em 19 de julho pelos taleban, que exigiram a retirada das tropas sul-coreanas do Afeganistão e a libertação de presos radicais em troca da libertação dos reféns.

Mais conteúdo sobre:
Taleban refém sul-coreano

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.