Khuram Parvez/ Reuters
Khuram Parvez/ Reuters

Taleban invade escola no Paquistão e mata ao menos 145  pessoas

Das vítimas, mais de 120 são estudantes; grupo de 9 insurgentes vestidos como militares entrou em escola em Peshawar e abriu fogo

O Estado de S. Paulo

16 de dezembro de 2014 | 07h51



(Atualizada às 15h05)  ISLAMABAD - Pelo menos 145 pessoas, 121 delas estudantes da primeira à nona série, morreram  nesta terça-feira, 16, em um ataque do Taleban a uma escola administrada pelo Exército paquistanês em Peshawar, segundo o jornal americano The New York Times. O número de vítimas aumentou até que o último dos nove integrantes do grupo foi morto. 

O grupo de nove insurgentes vestidos com uniformes do Exército entrou na escola durante o fim da manhã local (por volta das 6 horas de Brasília). As forças de segurança cercaram o edifício e travaram um confronto com os insurgentes durante oito horas, disse o porta-voz do Exército, Ahmed Ali. Houve troca de tiros.

O Taleban, por meio de um porta-voz, disse que o ataque é uma retaliação a operações do Exército contra famílias de insurgentes. "Queremos que eles sintam a nossa dor", disse o grupo.

O hospital Lady Reading em Peshawar, uma cidade grande e instável próxima da fronteira com o Afeganistão, disse que o local recebeu vários corpos e estava cuidando de dezenas de estudantes e dois professores feridos. "Muitos estão na sala de cirurgia em estado crítico, passando por tratamento", disse o funcionário do hospital Ejaz Khan.

"No CMH (Hospital Militar Combinado) há cerca de 60 e há mais 24 no Lady Reading (hospital)", disse Khattak, ministro-chefe provincial, a emissoras de televisão.

Na escola atacada estudam cerca de 2.500 crianças, meninos e meninas, filhas de oficiais paquistaneses. 

O Taleban paquistanês, que luta para derrubar o governo e impor um regime islâmico radical, prometeu aumentar os ataques contra alvos oficiais do Paquistão em resposta a uma grande operação militar contra os insurgentes em regiões tribais do Waziristão do Norte.  / AP, REUTERS e EFE

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