David Guttenfelder/AP
David Guttenfelder/AP

Taleban liberta 235 reféns no norte do Afeganistão

Entre os libertados pela mediação de anciãos da província estão mulheres e crianças

O Estado de S.Paulo

08 Agosto 2017 | 16h47

 

MAZAR-I-SHARIF, AFEGANISTÃO  - O grupo Taleban libertou 235 reféns civis, entre eles mulheres e crianças, na instável Província de Sare-Pul, no norte do Afeganistão, na noite de terça-feira, informou à AFP o porta-voz do governador.

"Esta noite 235 pessoas foram libertadas, entre elas mulheres e crianças da aldeia de Mirza Olong, graças a uma mediação dos anciãos e responsáveis" da Província de Sare-Pul, indicou o porta-voz do governo, Zabihullad Amani.

"Foram retirados sãos e salvos até Sare-Pul City [capital provincial], mas ainda resta um número indeterminado de reféns no povoado", acrescentou o porta-voz.

Uma fonte da segurança, que não quis se identificar, indicou à AFP que ainda pode haver "pelo menos uma centena de civis" presos na aldeia de maioria xiita, onde mataram dezenas de civis no sábado, de acordo com as autoridades.

Amani falou anteriormente de "ao menos 150 famílias levadas" no sábado como reféns pelos agressores, uma coalizão de rebeldes taleban com o grupo extremista Estado Islâmico (EI), segundo as autoridades.

Eles teriam matado ao menos 50 pessoas, em sua maioria civis, no povoado, indicaram os responsáveis provinciais.

"Foram libertados 235 reféns. Estão tão abalados que não conseguem falar", confirmou o governador da província, Mohammad Zaher Wahdat, à emissora Tolo News. No entanto, "apesar dos esforços dos idosos, não conseguiram encontrar os corpos das vítimas", acrescentou.

O povoado ficou totalmente isolado do mundo depois que os agressores confiscaram todos os telefones, de acordo com os responsáveis locais.

"As autoridades de Sare-Pul City indicaram que os terroristas levaram todos os telefones, ninguém pode fazer contato" com este distrito, confirmou à AFP Sediq Sediqqi, porta-voz do governo.

As autoridades afegãs denunciaram na segunda-feira uma operação dirigida em conjunto pelos taleban, que tomaram o distrito de Sayad após 48 horas de combates no sábado, e pelo grupo extremista Estado Islâmico (EI), que teria atacado os civis do povoado xiita de Mirza Olong. / AFP

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