Taleban liberta oito reféns sul-coreanos no Afeganistão

Radicais islâmicos cumprem acordo e soltam mais cinco missionários dos 19 que permaneciam em poder do grupo

Agências internacionais,

29 de agosto de 2007 | 08h13

A milícia fundamentalista islâmica Taleban libertou nesta quarta-feira, 29, oito dos 19 reféns sul-coreanos a serem soltos com base em um acordo fechado na terça-feira entre os rebeldes e representantes do governo da Coréia do Sul. Os oito reféns libertados até o momento, sete mulheres e um homem, foram levados até agentes do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV), que mediou os encontros. Os sul-coreanos foram soltos em dois grupos e entregues ao CICV em duas localidades diferentes próximas de Ghazni, na região central do Afeganistão. O primeiro grupo, composto por três mulheres, foi deixado em Qala-e-Kazi.Usando longos e tradicionais véus, as mulheres choravam enquanto sentavam no veículo do comitê. Depois de algumas horas, quatro mulheres e um homem foram soltos perto de uma área desértica de Shah Baz. Nenhum dos reféns conversou com os jornalistas que acompanharam a libertação. Depois de uma rodada de negociações diretas realizada na terça, o Taleban aceitou soltar os reféns depois de a Coréia do Sul ter-se comprometido a retirar suas tropas do Afeganistão até o fim deste ano e a proibir as viagens de missionários sul-coreanos ao território afegão. Acredita-se que as negociações podem ter incluído o pagamento de um resgate, segundo o correspondente da BBC na capital afegã, Cabul, Alastair Leithead. No dia 19 de julho, o Taleban seqüestrou 23 voluntários sul-coreanos que estavam dentro de um ônibus, na província de Ghazni, durante uma viagem entre Cabul e Kandahar. O grupo matou dois dos reféns após uma série de prazos expirados de negociação, mas libertou duas mulheres em um gesto de boa vontade durante a primeira rodada de conversas. A Coréia do Sul já havia decidido antes da crise em retirar seu contingente de cerca de 200 engenheiros e funcionários médicos do Afeganistão até o fim de 2007. Desde que os voluntários foram seqüestrados, o governo proibiu seus habitantes de viajarem ao país. Esse é o maior caso de seqüestro ocorrido em meio à campanha lançada pelo Taleban após forças lideradas pelos EUA terem derrubado o grupo do poder, no Afeganistão, em 2001.

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