Taleban nega retirada e diz que Bin Laden deixou país

Líderes tribais da etnia pashtun ainda tentavam convencer os dirigentes do Taleban a abandonar seu principal reduto, a cidade de Kandahar, para evitar a continuidade dos bombardeios norte-americanos e um ataque das forças oposicionistas da Aliança do Norte, informou o canal de TV a cabo CNN. O líder espiritual do movimento Taleban, mulá Mohammed Omar, ainda está no poder e promoveu uma reestruturação nos postos administrativos, segundo o mulá Malang, um líder pashtun que participa de um encontro de integrantes da tribo no Paquistão.O embaixador taleban no Paquistão, Abdul Salam Zaeef, desmentiu a ordem de retirada e declarou que a milícia defenderá Kandahar "até o último suspiro", segundo a AIP. Zaeef sumiu de Islamabad no dia 14, e seu paradeiro é desconhecido. Zaeef disse ainda que o saudita Osama bin Laden já abandonou o país. "Osama saiu do Afeganistão com seus filhos e suas esposas e não temos idéia sobre para onde terá ido", afirmou, sem dar detalhes.Funcionários do governo norte-americano reagiram a esta notícia com ceticismo, e dizem que a milícia desconhece o paradeiro do milionáiro saudita.Não se sabe se Omar teria voltado atrás na ordem de retirada de suas tropas em 24 horas para as montanhas - anunciada na sexta-feira pela agência de notícias afegã AIP, ligada ao Taleban - ou se nunca tomou essa decisão. Fontes ligadas à milícia disseram à CNN que Omar havia concordado em retirar suas forças da cidade e entregar o controle a um subordinado. Os chefes tribais disseram já ter pronto um plano para o caso de o Taleban se retirar. Os pashtuns mais velhos substituiriam os atuais líderes.No extremo norte do país, a aliança se preparava para atacar Kunduz, o último feudo taleban nessa região, enquanto os EUA a bombardeavam. Estima-se que 30.000 talebans e militantes de outros países ali estejam entrincheirados.Leia o especial

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