Lars Hagberg/The Canadian Press via AP
Lars Hagberg/The Canadian Press via AP

Taleban nega ter matado filha de refém canadense libertado após cinco anos

Grupo diz ainda não ter estuprado mulher de Joshua Boyle, que no fim de semana retornou ao país de origem

O Estado de S.Paulo

16 Outubro 2017 | 12h29

O Taleban desmentiu no domingo, 15, ter matado a filha e estuprado a esposa do refém canadense libertado Joshua Boyle, como ele acusou ao retornar ao Canadá, depois de cinco anos de cativeiro no Afeganistão e Paquistão. O grupo alega que a morte do bebê aconteceu por um "aborto" natural.

+Família sequestrada no Afeganistão em 2012 é libertada por forças paquistanesas

"As acusações do refém canadense contra os mujahedines do Emirado islâmico carecem de fundamento", anunciaram os talibãs em comunicado de seu porta-voz, Zabihulah Mujahid, publicado na Internet. "Durante sua detenção e até sua libertação, o marido e a mulher nunca estiveram separados, precisamente para não alimentar as suspeitas."

O grupo diz ainda que o aborto ocorreu porque o lugar era isolado, não havia médicos. "Ninguém nunca assassinou um filho deste casal e ninguém nunca os violou ou maculou", acrescenta.

Boyle assegurou em sua chegada ao Canadá na sexta-feira à noite que seus sequestradores da rede Haqqani, ligada ao Taleban, mataram sua filha e estupraram sua esposa. O canadense chegou a Toronto com a esposa, a americana Caitlan Coleman, e seus três filhos, dois meninos de quatro e dois anos, e uma menina de quatro meses, todos nascidos durante o cativeiro.

Segundo Boyle, a filha morreu e a esposa foi estuprada depois que ele recusou "uma oferta" dos sequestradores, que não detalhou. Boyle assegurou que o assassinato de sua filha e o estupro de sua esposa foram confirmados por uma investigação afegã em 2016.

Joshua Boyle e Caitlan Coleman, casados desde 2011, foram sequestrados pelo Taleban pouco depois de chegarem ao Afeganistão, em 2012. Depois foram entregues à rede aliada Haqqani, no Paquistão. / AFP

 

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