Taleban ocupa 72% do Afeganistão, apontam especialistas

Governo e Otan rechaçam documento, afirmando que grupo leva em conta áreas de ataques esporádicos

Reuters,

08 de dezembro de 2008 | 09h39

O Taleban mantém presença permanente em 72% do Afeganistão, segundo afirmou nesta segunda-feira, 8, um grupo de especialistas embora a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e o governo afegão neguem a informação, justificando que os números não representam a realidade. Os dados do Conselho Internacional de Segurança e Desenvolvimento (Icos), especializada em análises políticas e sociais em zonas de guerra, se soma a uma série de informes e estudos sobre a estratégia militar e as políticas das potências mundiais para conseguir a estabilização do Afeganistão. O governo dos EUA está promovendo uma ampla revisão da estratégia destinada ao combate dos guerrilheiros do Taleban e sua campanha de atentados com bomba, que analistas concordam que aumentaram tanto em quantidade como em alcance durante o último ano. Porém, ainda que as tendências do relatório do Icos reflitam uma situação que prevalece no Afeganistão, muitos de suas descobertas mostram sinais de imperfeição e teriam alguns erros evidentes, apontam analistas de segurança. A Icos afirma que "os taleban têm presença em 72% do país", enquanto que no ano passado era de 54%. Porém, a OTAN não considera os resultados do estudo. O porta-voz da organização, James Appathurai, afirmou que esses dados não são úteis e esclareceu que "os taleban estão presentes apenas no sul e no leste, e já são menos de 50% do país".  Segundo o grupo, a "presença permanente" incluiria muitas áreas do país em que o Taleban tradicionalmente promove uma grande quantidade de ataques na "temporada de combates" - na primavera e no verão - para reduzir suas ações nos duros meses de inverno. O governo afegão também rechaçou o informe e disse que "além da metodologia ser questionável e de seus conceitos confusos, as informações interpretaram de modo inadequado as atividades esporádicas". Pelo menos 4 mil pessoas morreram nos enfrentamentos no Afeganistão neste ano, cerca de um terço delas civis, segundo números da ONU.

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