Taleban oferece troca imediata de duas reféns por dois presos

Segundo porta-voz, reféns estão doentes, comem pouco e estado é crítico já que "não podem caminhar"

03 de agosto de 2007 | 06h36

O grupo taleban que mantém em cativeiro 21 sul-coreanos está disposto a libertar "imediatamente" duas reféns "gravemente doentes" se o governo afegão soltar dois rebeldes, informou nesta sexta-feira, 3, um porta-voz da milícia. "Podemos libertá-las imediatamente se o governo soltar dois prisioneiros", disse à agência Efe por telefone o porta-voz taleban Mohammed Yousif Ahmadi. Ele acrescentou que a proposta já foi transmitida aos negociadores sul-coreanos. Segundo Ahmadi, as reféns "conseguem comer um pouco para sobreviver". Mas seu estado é "crítico", já que "não podem caminhar". O porta-voz, que na quinta-feira afirmou que os seqüestradores estão dispostos a manter um encontro com a delegação sul-coreana, revelou que os negociadores sugeriram o escritório da Equipe de Reconstrução Provincial (PRT) de Ghazni, onde atuam as forças internacionais, para a reunião. No entanto, os rebeldes rejeitaram a oferta. Eles querem encontrar os sul-coreanos em alguma zona controlada pelos talebans, segundo Ahmadi. Após mais de duas semanas de seqüestro, Cabul e Seul continuam os esforços para conseguir a libertação dos 21 missionários (entre eles 18 mulheres) tomados como reféns. A delegação sul-coreana está tentando convencer os governos afegão e americano a aceitar as exigências dos talebans, segundo Ahmadi. Os insurgentes reivindicam a libertação de vários presos da prisão de Pul-e-Charkhi, nos arredores de Cabul, em troca dos 21 sul-coreanos ainda vivos. Eles já executaram dois reféns: Bae Hyung-kyu, de 42 anos, e Shing Sun-min, de 29.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.