Taleban paquistanês usa casal suicida em atentado

O Taleban paquistanês informou hoje ter enviado um casal suicida para o ataque contra um posto policial no noroeste do país, matando 10 pessoas, em um raro exemplo de militantes usando uma mulher como bomba. A dupla entrou ontem na delegacia em Dera Ismail Khan e disse que estava lá para registrar uma queixa, afirmou Imtiaz Shah, autoridade sênior da polícia.

AE, Agência Estado

26 de junho de 2011 | 09h50

Assim que entraram, os dois atacaram os policiais com granadas e metralhadoras, iniciando um combate de cinco horas. Ambos, incluindo a mulher que vestia uma burca, acabaram se explodindo. Eles mataram oito policiais e dois civis, segundo Mohammad Hussain, outra autoridade policial.

"Isso mostra o quanto odiamos as instituições de segurança paquistanesas", disse o porta-voz do Taleban paquistanês, Ahsanullah Ahsan, por telefone à Associated Press. Ahsan afirmou ter sido a primeira vez que o grupo extremista usou uma mulher em um atentado suicida.

No entanto, autoridades paquistanesas disseram que uma mulher-bomba vestindo uma burca atacou o centro de distribuição de alimentos do Programa Alimentar Mundial, no noroeste do país, no final de 2010, matando 45 pessoas. O Taleban assumiu a responsabilidade pelo ataque em Khar, principal cidade da área tribal de Bajur, mas nunca confirmou ter sido realizado por uma mulher.

Homens-bomba frequentemente vestem a burca como um disfarce. Em 2007, autoridades inicialmente informaram que o primeiro ataque suicida feito por uma mulher matou 14 pessoas na cidade de Bannu. Mas, posteriormente, identificaram o responsável como sendo um homem.

Militantes islâmicos no Iraque usaram mulheres-bomba várias vezes, porque teriam mais facilidade para passar pela segurança com suas vestimentas que cobrem todo o corpo. Agentes de segurança do sexo masculino frequentemente hesitam em revistar mulheres.

Também hoje, uma bomba plantada em uma motocicleta explodiu perto de um posto policial na cidade central de Multan, revelou Zahid Zaman, autoridade sênior da polícia. A explosão feriu oito pessoas, incluindo quatro policiais, segundo Wasim Hashmi, chefe do esquadrão de resgate em Multan. Nenhum grupo assumiu a responsabilidade pelo atentado. As informações são da Associated Press.

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