US Air Force via AP
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Taleban permitirá saída de americanos e afegãos em risco após 31 de agosto, diz Blinken

Data era limite para operação de retirada; segundo estimativas, 1.500 cidadãos dos EUA permanecem no Afeganistão

Redação, O Estado de S.Paulo

25 de agosto de 2021 | 16h30

WASHINGTON - O Taleban prometeu permitir que cidadãos americanos e afegãos em risco deixem o Afeganistão depois de 31 de agosto, anunciou o secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, nesta quarta-feira, 25.

Segundo estimativas, ainda há cerca de 1.500 americanos no Afeganistão, disse o chefe da diplomacia dos EUA em uma entrevista coletiva em Washington.

Blinken afirmou que 4.500 americanos foram retirados do país até o momento. A operação foi iniciada logo após o Taleban tomar Cabul, em 14 de agosto.

A contagem de Blinken vem após dias de pressão por estimativas oficiais de quantos americanos permanecem no país, com a proximidade da retirada planejada das tropas dos EUA de Cabul na próxima terça-feira, 31.

Autoridades americanas estão em contato com cerca de 500 cidadãos americanos no momento, disse Blinken, que também descreveu os esforços em andamento para alcançar os outros 1.000. “Estamos entrando em contato com eles de forma agressiva várias vezes ao dia, por meio de vários canais de comunicação - telefone, e-mail, mensagens de texto - para determinar se eles ainda querem sair”, disse ele. 

O governo americano informou que aviões dos EUA e de aliados resgataram mais de 19.200 pessoas do Afeganistão nas últimas 24 horas. Mais de 10 mil permanecem dentro do aeroporto internacional de Cabul, aguardando voos para fora do país. Até o momento, de acordo com as autoridades, a operação liderada pelos EUA retirou 82.300 pessoas do país.

Dezenas de milhares de afegãos se qualificam para vistos especiais, e aqueles com credenciais adequadas continuam sendo liberados para o campo de aviação, informou o Pentágono. Especialistas prevêem que centenas de milhares de afegãos serão alvos do Taleban se permanecerem. O risco é maior para ex-membros das forças de segurança afegãs, ex-funcionários do governo, defensores dos direitos das mulheres e ativistas pela democracia.  /AFP, AP e NYT

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