Taleban pode libertar últimos reféns sul-coreanos nesta quinta

Sete missionários seqüestrados no Afeganistão continuam em poder dos militantes radicais; 12 foram libertados

Agências internacionais,

30 de agosto de 2007 | 08h37

Os sete sul-coreanos que continuam nas mãos da milícia fundamentalista islâmica Taleban no leste do Afeganistão podem ser libertados ainda nesta quinta-feira, 30, um dia depois que outros 12 reféns foram soltos em diferentes pontos do país.   Segundo Zabiullah Mujahid, porta-voz do grupo, a milícia rebelde se dispõe a soltar todos os reféns que ainda estão em seu poder. Porém, Mujahid não esclareceu se os sul-coreanos continuarão sendo libertados em pequenos grupos.   Os 12 reféns libertados até o momento foram levados até agentes do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV), que mediou os encontros. Os sul-coreanos foram soltos em três grupos separados e entregues ao CICV em diferentes localidades próximas de Ghazni, na região central do Afeganistão.   O primeiro grupo, composto por três mulheres, foi deixado em Qala-e-Kazi. Depois de algumas horas, quatro mulheres e um homem foram soltos perto de uma área desértica de Shah Baz. No fim da tarde, mais quatro reféns foram soltos em uma estrada a cerca de 50 quilômetros de Ghazni.   O líder tribal que atuou como intermediário entre os seqüestradores e a Coréia do Sul, Haji Zahir Shah, disse que a libertação foi feita aos poucos porque os seqüestradores tinham dividido os sul-coreanos em vários grupos e em cativeiros distintos, distantes uns dos outros.   Com base num acordo fechado na terça-feira, os insurgentes comprometeram-se a libertar todos os reféns em no máximo 48 horas. A Coréia do Sul concordou em retirar suas tropas do Afeganistão como planejado até o final do ano, e afirmou que vai por fim a todo o trabalho missionário no país e impedir que seus cidadãos sigam para a região. O grupo de 23 religiosos sul-coreanos que realizavam trabalhos voluntários no Afeganistão foi seqüestrado pelo Taleban durante uma viagem entre Cabul e Kandahar em 19 de julho. Poucos dias depois, os radicais executaram dois deles, alegando que o governo afegão se negava a atender às reivindicações de libertar 200 presos detidos no país. Após uma primeira rodada de negociações, duas mulheres foram libertadas.   A imprensa italiana explica que o clã Lo Russo apóia o chefe Salvatore Torino, que há anos disputa o controle das atividades ilegais na região com a "família dos Misso.

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