Taleban sequestra 70 soldados paquistaneses

Ataques aéreos paquistaneses mataram dezenas de combatentes do Taleban numa luta para fazer com que os militantes deixem um distrito perto da capital. Já os militantes tomaram delegacias de polícia e sequestraram 70 membros das forças de segurança, disse o Exército. Um dos soldados morreu durante os confrontos, afirmou um porta-voz militar. O Paquistão está sob intensa pressão dos Estados Unidos para que tome medidas mais duras contra os militantes islâmicos que têm aumentado seus territórios, antes restritos à fronteira com o Afeganistão, local onde líderes da Al-Qaeda, dentre eles Osama bin Laden, podem estar escondidos.

AE-AP, Agencia Estado

29 de abril de 2009 | 12h30

O general Athar Abbas disse que helicópteros levaram comandos para a principal cidade do distrito de Buner hoje, enquanto tropas no solo abriram caminho para o local em três direções. Os militantes resistiram e detonaram três bombas colocadas à margem de estradas nas proximidades da Passagem Ambela, uma importante entrada para a região montanhosa. Depois dos ataques aéreos, helicópteros realizaram novo ataque e mataram mais de 50 pessoas, disse Abbas durante uma coletiva de imprensa em Rawalpindi, uma guarnição militar ao sul de Islamabad.

Em vez de fugir, os militantes tomaram três delegacias de polícia no norte de Buner e sequestraram 70 policiais e soldados, disse ele. Dezoito soldados foram "recuperados" hoje, disse ele, dando poucos detalhes. As forças de segurança impediram alguns repórteres de entrar na área e o serviço telefônico foi interrompido, tornado difícil a verificação dos números apresentados pelo Exército.

O avanço do Taleban para Buner deixou o grupo a 100 quilômetros da capital, Islamabad, elevando as preocupações sobre a estabilidade do país. O Exército disse também que as tropas mataram uma grande quantidade de militantes em confrontos recentes em Lowe Dir, outra região vizinha ao Vale do Swat. Buner e Lower Dir estão na região coberta pelo acordo de paz feito entre o governo e o Taleban. O governo concordou com a imposição da lei islâmica em troca da paz na região devastada por dois anos de conflitos.

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