Taleban sinaliza ataque contra estrangeiros que levam ajuda ao Paquistão

Militantes dizem que países que trabalham pelas vítimas das enchentes têm 'outras intenções'

Associated Press

26 de agosto de 2010 | 12h09

MIR ALI - O Taleban considera "inaceitável" a presença de trabalhadores estrangeiros para ajudar as vítimas das enchentes no Paquistão, disse nesta quinta-feira, 26, um porta-voz da milícia, ameaçando também realizar ataques.

 

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Segundo Azam Tariq, os EUA e outros países que têm "outras intenções" ao ajudar as vítimas das enchentes no país, embora não tenha dado detalhes. "Quando dizemos que algo é inaceitável para nós, cada um pode tirar suas próprias conclusões", disse o representante.

 

"Por trás das cenas, eles têm outras intenções. Mas o que mostram é que estão ajudando. A ajuda não está chegando a quem precisa e quando as vítimas não recebem nada, isso se torna inaceitável para nós", disse Tariq.

 

A Organização das Nações Unidas (ONU), que coordena o envio de ajuda, porém, disse que a ação dos insurgentes não vai interromper as ações. "Ainda há muito trabalho a fazer e milhões de pessoas precisam da nossa ajuda. Seria desumano se alguém nos atacasse, efetivamente ameaçando a vida de pessoas que podemos salvar", disse Maurizio Giuliano, porta-voz da entidade.

 

O órgão, porém, já anunciou que deve revisar as medidas de segurança de seus funcionários no país. As condições precárias aumentaram os temores de que a população e os estrangeiros seriam alvos fáceis para as organizações terroristas que agem no país.

 

A crise humanitária causada pelas enchentes no Paquistão começou há quase um mês. Segundo a ONU, mais de 17 milhões de pessoas foram de alguma forma afetadas pelas enchentes. Além disso, 1,2 milhão de casas foi destruído e 5 milhões de pessoas estão desabrigadas.

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