Talebans declaram cessar-fogo indefinido no Paquistão

Insurgentes afirmam que libertarão todos os membros das forças de segurança que têm como reféns

Efe,

24 de fevereiro de 2009 | 07h01

Os talebans declararam nesta terça-feira, 24, um cessar-fogo indefinido no vale de Swat, na abertura das negociações de paz que mantêm com as autoridades desta região do norte paquistanês, informou um porta-voz do grupo citado pelo canal de televisão Geo TV. Talebans de noroeste paquistanês declaram cessar-fogo Os talebans, liderados pelo mulá Fazlullah, já tinham declarado no último dia 15 deste mês uma trégua de dez dias, à qual se seguiu uma suspensão da ofensiva que o Exército paquistanês começou no final de julho de 2008. A decisão foi tomada nesta terça-feira, 24, em uma "Shura" ou Conselho dos talebans de Swat, que se reuniu no distrito de Matta, presidida por Fazlullah segundo a emissora. "Hoje a shura se reuniu sob a direção do mulá Fazlullah e decidiu declarar um cessar-fogo por um tempo indefinido", disse o porta-voz dos talebans, Muslim Khan. Ele acrescentou que os talebans libertarão todos os membros das forças de segurança que têm como reféns de maneira "incondicional" em um "gesto de boa vontade". Esta iniciativa começará nesta terça com a libertação de quatro paramilitares, disse Khan. O anúncio acontece depois que, na segunda-feira, o grupo Tehreek-e-Nafaz-e-Shariat Muhammadi (TNSM, Movimento para o Reforço da Lei Islâmica), que atua como mediador entre os talebans e as autoridades, divulgou uma agenda de dez pontos com as condições para firmar a paz no vale. Entre elas, o TNSM reivindicou a retirada do Exército paquistanês de Swat e uma anistia para os talebans. O chefe do TNSM, Sufi Mohammed, sogro de Fazlullah assinou há uma semana um acordo com o Executivo da Província da Fronteira Noroeste (NWFP, na qual fica Swat) que prevê a implantação de cortes da "Sharia" ou Lei Islâmica no vale se os talebans abandonam a luta armada. Outro grupo taleban paquistanês anunciou na segunda-feira à noite um cessar-fogo unilateral na região tribal de fronteira com o Afeganistão de Bajaur, na qual o Exército desenvolve outra operação desde o verão passado.

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