Talebans negam libertação de duas reféns sul-coreanas

Rebeldes haviam anunciado a libertação das duas missionárias no sábado

EFE

12 de agosto de 2007 | 01h52

O grupo taleban que mantém 21 voluntários da Coréia do Sul seqüestrados no Afeganistão negou neste domingo que vá libertar as duas reféns doentes como foi comunicado no sábado, informou a agência sul-coreana de notícias "Yonhap". "Os líderes talebans mudaram de idéia e não libertarão as duas reféns", disse o porta-voz taleban Yousef Ahmadi, em conversa por telefone com a "Yonhap". A notícia contrasta com as declarações deste mesmo porta-voz, que horas antes assegurou que os talebans tinham libertado de maneira "incondicional" duas cidadãs sul-coreanas, retidas junto com 19 de seus compatriotas, há três semanas. No entanto, Ahmadi disse que o plano de libertar as duas reféns segue vigente e sugeriu à "Yonhap" que isso pode acontecer entre a tarde e a noite deste domingo. O Governo sul-coreano, por enquanto, mantém a cautela e não fez declarações sobre a situação dessas duas reféns. No sábado, os talebans anunciaram a libertação das duas sul-coreanas que estão doentes em um "gesto de boa vontade", após dois dias de negociações diretas com representantes de Seul na cidade afegã de Ghazni. O porta-voz taleban, no entanto, declarou à "Yonhap" que as duas reféns voltaram, quando já estavam a caminho da sede do Crescente Vermelho de Ghazni, depois de a direção rebelde mudar sua decisão de libertá-las. "Parece que houve alguma confusão e um mal-entendido", acrescentou Ahmadi, que precisou que foi dada marcha à ré no plano de libertar as reféns. Nesta sexta-feira, uma missão sul-coreana deslocada no Afeganistão para buscar a libertação dos reféns se reuniu pela primeira vez com o grupo taleban na cidade de Ghazni, sul do país. Vinte e três cidadãos sul-coreanos foram seqüestrados em 19 de julho, e dois foram executados dias depois que o Governo afegão se negou a cumprir as exigências do grupo insurgente, que quer a libertação de presos. Até agora, os talebans tinham exigido ao Governo afegão que soltasse seus presos rebeldes em troca da libertação dos missionários sul-coreanos, dos quais 18 são mulheres.

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