Tanques de Israel bloqueiam cidades da Cisjordânia

Tanques israelenses rodearam neste sábado localidades controladas pela Autoridade Palestina na Cisjordânia. Na região, dois palestinos - entre eles, um menino de 12 anos -, foram mortos hoje por disparos de soldados israelenses em Jenin. Segundo revelou à Associated Press uma fonte militar que não quis se identificar, a iniciativa militar israelense é uma represália ao atentado-suicida com explosivos contra um ônibus na quinta-feira, que deixou três israelenses mortos (além do próprio atacante), e foi ordenada pelo primeiro-ministro Ariel Sharon, que se encontra em visita de cinco dias aos EUA. O incidente coincidiu com declarações do enviado dos EUA ao Oriente Médio - o general da reserva do Corpo de Fuzileiros Navais americano, Anthony Zinni -, de que permanecerá na região "pelo tempo que for necessário" para assegurar uma trégua. Quatro tanques estacionaram no meio da rua Haifa, na entrada de Jenin, onde, horas mais tarde, fontes hospitalares locais informaram à agência ANSA sobre a morte dos dois palestinos.Outros sete tanques entraram na cidade de Burkin, controlada por palestinos; alguns estacionaram entre as casas, afirmou o coronel Turki Abu Ali, líder regional da força de segurança palestina.Os tanques também bloquearam a localidade palestina de Al Jabriat, próxima a Jenin, afirmou Ali. Um porta-voz do Exército israelense negou que os militares tivessem entrado em território controlado por palestinos e explicou que a operação separou Burkin de Jenin porque o governo israelense acredita que os ataques desta semana procederam de Burkin. Em Nablus também foi reforçado o bloqueio aos palestinos. Zinni planejava dirigir-se neste sábado para a Faixa de Gaza, para reunir-se com o ministro Nabil Shaat, do gabinete palestino. Ele disse que faria uma visita ao centro dessa área antes de encontrar-se com chefes de segurança palestinos durante uma ceia tradicional muçulmana do Ramadã, informou Shaat. Após sua reunião de sexta-feira em Jerusalém, Zinni disse que pretende empenhar-se em reviver o pacto para a trégua e a retomada do processo de paz. Sharon considera o líder palestino Yasser Arafat diretamente responsável pela recente onda de ataques contra israelenses. Israel sustenta que o presidente da Autoridade Palestina(AP) faz muito pouco para controlar os militantes extremistas. O governo palestino, por sua vez, condenou em um comunicado os ataques contra civis, sejam israelenses ou palestinos, e prometeu prender os que desacatarem a decisão da AP de cumprir a trégua.

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