Tanques vão às ruas de La Paz para conter protestos

Depois da sangrenta segunda-feira na qual 27 pessoas morreram - segundo fontes hospitalares - nos choques entre forças de segurança e manifestantes que exigem a deposição do presidente boliviano, Gonzalo Sánchez de Lozada, La Paz amanheceu com dezenas de tanques espalhados pela principais avenidas, numa tentativa de conter a onda de violência. Embora nem o presidente e nem seus opositores tenham dado sinais de que poderiam ceder, o gabinete de ministros se reuniu em busca de uma proposta de solução política para a crise - aberta com a decisão do governo de levar adiante um programa de exportação de gás natural para EUA e México por intermédio do Chile, país pelo qual os bolivianos nutrem ressentimento histórico por causa da perda de sua saída para o mar, no século XIX.Para a oposição, o programa é ruim para a economia boliviana, que ficaria só com 18% das receitas de exportação. Sánchez de Lozada, depois de reiterar que não renunciaria ao cargo para o qual foi eleito em 2002, recuou da decisão de dar início imediato ao polêmico projeto de exportação. Antes, segundo ele, o programa seria submetido a mais debates na sociedade boliviana.Segundo números citados pelo jornal boliviano La Razón, o número de mortos em todo país em quatro semanas de conflitos era 63. O governo reconhece oficialmente apenas cinco mortes.

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