Martin Bernetti/AFP
Martin Bernetti/AFP

Taxistas ocupam principal avenida de Santiago em protesto contra Uber e Cabify

A manifestação ocorreu também em outras importantes cidades como Viña del Mar, Valparaíso, Concepción e Temuco

O Estado de S.Paulo

11 Julho 2017 | 00h55

SANTIAGO - Cerca de três mil taxistas ocuparam vários quilômetros da principal avenida de Santiago no domingo, 10, em um novo protesto contra os aplicativos Uber e Cabify. Eles criticaram a "concorrência desleal" e pediram uma lei que regule o setor. 

Depois de chegarem de diversos pontos da cidade, taxistas ocuparam até seis quilômetros da Alameda Bernardo O'Higgins - o que provocou grande congestionamento no centro da capital. 

Dirigentes de agremiações de taxistas disseram que há falta de ação por parte do governo frente às atividades do Uber e do Cabify. "As aplicações afetando os táxis de dia e de noite", informou à Radio Cooperativa Nicolás Sayes, dirigente da Confederação Nacional de Taxis, para quem "a situação já é extrema". Segundo ele, muitos já perderam seus veículos. 

Para ele, o ideal seria que o governo "cortasse os aplicativos com uma lei até que isso seja regulado". "Queremos um ponto final, não podemos seguir esperando", questionou, acrescentando que a fiscalização atual é "ridícula".

Os taxistas reclamam que eles pagam altos impostos que não afetam quem trabalha com os aplicativos. Além disso, estão sujeitos a revisões técnicas contínuas e outras obrigações legais. 

Há algum tempo tramita no Parlamento chileno um projeto de lei que pretende regular os aplicativos. No país, os clientes têm optado daca vez maispor eles em razão dos custos mais baixos e do melhor tratamento dos motoristas. / EFE

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