Técnico do FMI preso na Argentina pode ser extraditado para Peru

O juiz federal Rodolfo Canicoba Corral resolveu que o técnico do FMI, Jorge Baca Campodónico, não tem imunidade diplomática e, por isso, dará continuidade à tramitação do processo de extradição ao Peru, seu país de origem, onde era procurado por delitos de corrupção no governo de Alberto Fujimori. Em uma extensa resolução, Canicoba Corral fez uma análise detalhada da documentação enviada pela chancelaria argentina, na qual fundamentou sua sentença que abre caminho para a extradição do ex-ministro de Finanças de Fujimori. "O passaporte das Nações Unidas que exibiu o cidadão peruano para ingressar ao país não dá imunidade diplomática", explicaram fontes da Justiça. O juiz recebeu uma carta oficial da Justiça peruana, na qual se enumeraram as razões pelas quais se insiste na extradição de Campodónico. O técnico do FMI foi detido em Buenos Aires na quinta-feira passada, a pedido da Interpol, três dias depois de ter desembarcado no país para assessorar o governo argentino sobre políticas fiscais, principalmente no que diz respeito ao combate à evasão. Campodónico, de 53 anos, foi liberado no sábado, após o pagamento de uma fiança de 25 mil pesos, e está impedido, pela Justiça, de abandonar o país.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.