Axel Schmidt/Reuters
Axel Schmidt/Reuters

Técnicos alemães desativam sete bombas da 2º Guerra em terreno de futura fábrica da Tesla

Segundo fontes, as bombas eram de pequeno porte e tinham sido lançadas pela aviação americana durante a última grande guerra 

Redação, O Estado de S.Paulo

26 de janeiro de 2020 | 16h54

FRANKFURT AM MAIN, ALEMANHA - A polícia alemã informou neste domingo, 26, que técnicos em explosivos desativaram sete bombas da 2ª Guerra encontradas em um terreno onde funcionará a fábrica da montadora americana Tesla, nas proximidades de Berlim.  

Segundo fontes, as bombas eram de pequeno porte e tinham sido lançadas pela aviação americana durante a última grande guerra. 

Quase 75 anos depois, a Alemanha está repleta de bombas que não explodiram e acabaram sendo enterradas durante obras posteriores à guerra.  

Pioneira em carros elétricos, a Tesla decidiu na última semana comprar 300 hectares de terreno em Gruenheide, no leste de Berlim, por € 40,9 milhões. Essa será a primeira fábrica gigante da empresa americana na Europa. Para 2021, a Tesla espera produzir 500 mil unidades por ano.  

Ainda que autoridades locais e os moradores tenham se mostrado favoráveis à construção da fábrica por causa da criação de milhares de empregos na região, o projeto gerou polêmica por sua instalação em uma zona arborizada.  

Os críticos alegam que o desmatamento previsto afetará a fauna e a flora local e poderia representar um perigo ao abastecimento de água potável na região.  Dezenas de pessoas manifestaram-se nas últimas semanas contra a chegada da Tesla. 

O presidente da empresa, Elon Musk, respondeu às críticas no último sábado em seu Twitter: "Parece que temos de explicar algumas coisas!", tuitou o bilionário.  

Sobre o consumo de água, que segundo os críticos à construção da fábrica chegará a 300 metros cúbicos por hora, Musk respondeu que será algo pontual e "não todo esse tempo".  

O empresário acrescentou que o bosque não é natural, mas sim uma área de reflorestada. "Plantaram árvores para fazer carvão e só utilizaremos uma pequena parte", para a fábrica, ressaltou. / AFP 

 

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