Tecnologia espacial: EU quer enfrentar China e Brasil

O escritório da União Européia apelou, hoje, aos governos do bloco, para que aumentem seus gastos em tecnologia espacial evitando ser superados por novatos na corrida espacial, como China, Brasil e Índia, num mercado cada vez mais competitivo.A Comissão Européia diz que os gastos públicos com tecnologia espacial deveriam ter um aumento de cerca de 4,6% ao ano sobre o atual nível de US$ 6,2 bilhões em 2003. O dinheiro extra serviria para atrair mais investidores comerciais, impulsionando o crescimento e o aumento de empregos de uma indústria que já emprega 30.000 pessoas em 2.000 empresas em toda Europa.?O desenvolvimento das capacidades européias em comunicações via satélite, posicionamento global e observação da Terra impulsionará aplicações e trará benefícios importantes, sociais, econômicos e comerciais, para a Europa?, afirmou o comissário de pesquisa da EU Philippe Busquin.Ele disse, numa entrevista à imprensa, que uma política espacial renovada ajudará a Europa a competir com a China, que recentemente colocou um astronauta no espaço, e Brasil e Índia, que estão abrindo caminhos para o desenvolvimento de tecnologias espaciais.O atual aumento dos gastos europeus em tecnologia espacial ? de cerca de 2,3% anos ? é muito pouco ?para garantir à EU independência no que diz respeito à tecnologia e acesso ao espaço?, avisou Busquin.Independência tecnológica dos Estados Unidos é um fator chave na convocação por um programa espacial europeu mais estruturado, que deve se encaixar melhor com a Agência Espacial Européia (ESA), formada por um grupo de 13 nações, separado da EU.Embora o programa Ariane da ESA seja líder no mercado de lançamento de satélites, as nações européias têm um avanço irregular no desenvolvimento de tecnologias espaciais, devido a disputa por recursos e quota de lucros de suas indústrias. Em 2002, elas lançaram o ambicioso sistema de navegação de satélite Galileo, mas só depois de vários adiamentos.

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