Teerã exige libertação de iranianos detidos pelos EUA

O Irã exigiu neste domingo que os Estados Unidos "libertem imediatamente" os cinco iranianos detidos em Erbil, no Curdistão iraquiano, e que paguem uma indenização pela destruição que soldados americanos causaram ao consulado iraniano nessa cidade do norte do Iraque.O porta-voz do Ministério de Assuntos Exteriores iraniano,Mohammad Ali Hosseini, também refutou as afirmações dos EUA de queos detidos têm ligação com os Guardiães da Revolução iraniana,acusados de abastecer com armas os insurgentes ativos no Iraque.Os cinco iranianos foram detidos na quinta-feira, durante umaoperação de soldados americanos no consulado do Irã em Erbil,capital do Curdistão iraquiano."A missão dos funcionários (detidos) é puramente consular e estáem conformidade com as leis", afirmou Hosseini, após se referir àdetenção como "uma ação unilateral que se contradiz com asconvenções e as normas internacionais"."As tropas americanas têm que libertá-los o mais rápido possívele pagar uma indenização pelos danos que causaram na sede doconsulado", destacou o porta-voz, segundo a agência oficial denotícias iraniana Irna.Hosseini acusou os EUA de tentar "criar tensão e anarquia" naregião com a detenção dessas pessoas, mas sem conseguir. "A República Islâmica do Irã acompanhará esta questão comsensatez e através dos canais políticos", disse.O porta-voz também declarou que, com a operação de suas tropas noconsulado iraniano, os "EUA tentam exercer pressões sobre o Irã eprejudicar, por outro lado, as relações de irmandade entre o Irã e o Iraque".Agora, está em debate se o escritório onde os homens foram presos possuía status diplomático, e seria, portanto, protegido pelas normas internacionais.Teerã, acusada por Washington de se intrometer em assuntosinternos do Iraque, protestou junto ao governo iraquiano e aoembaixador da Suíça (representante dos interesses dos EUA) nacapital iraniana contra a detenção dos cinco funcionários.Estados Unidos e Irã não têm relações diplomáticas há mais de duas décadas.

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