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Teerã impõe controle rigoroso a trabalho da imprensa em votação

Enviados para cobrir a eleição não podem sair sozinhos de hotel e intérpretes prestam contas sobre entrevistas

TEERÃ, O Estado de S.Paulo

03 de março de 2012 | 03h07

Os jornalistas estrangeiros cobrem as eleições parlamentares no Irã foram impedidos ontem de sair sozinhos nas ruas. O Departamento de Imprensa Exterior, subordinado ao Ministério da Cultura e da Orientação Islâmica, ordenou que os repórteres percorressem as seções eleitorais em ônibus fretados por três agências privadas que fazem a intermediação entre imprensa e governo.

Os jornalistas só podiam sair de seus hotéis acompanhados dos intérpretes contratados por meio dessas agências, que têm ordens de fazer relatórios diários sobre todas as entrevistas e demais atividades dos repórteres.

De acordo com o Ministério do Interior, que participa do processo de aprovação dos vistos para jornalistas, juntamente com o do Cultura e da Orientação Islâmica e o das Relações Exteriores, 153 profissionais de 80 órgãos de comunicação foram credenciados para cobrir as eleições. Os enviados especiais receberam vistos de 5 dias, para cobrir as eleições e voltar a seus países o mais tardar amanhã. Ao credenciar-se, receberam instruções para só tratar das eleições e não se estender sobre outros assuntos, como o programa nuclear iraniano.

Os jornalistas só podem sair de Teerã com autorização do Departamento de Imprensa Exterior - uma carta entregue ao intérprete que o acompanha, na qual constam os nomes de ambos. Para entrar em cada local, como as universidades e centros de exposição, por exemplo, são necessárias autorizações específicas. Os pedidos de entrevistas têm de ser intermediados pelas agências credenciadas pelo governo.

Desde os protestos de 2009, o Facebook e o Twitter estão bloqueados, assim como os sites de muitos jornais, entre eles os do Grupo Estado. Todos os canais de TV são estatais. É proibido ter antenas de TV a cabo. Mas muitas casas têm. De vez em quando, são confiscadas. Mas os moradores compram outra antena no mercado negro, tendo acesso assim a cerca de 20 canais em farsi, transmitidos do exterior. / L.S.

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