Thaier Al-Sudani/Reuters
Thaier Al-Sudani/Reuters

Teerã pede a milícias no Iraque que se preparem para a guerra

Reunião de líder da Força Al-Quds e aliados ocorre em meio ao aumento de tensão com os EUA no Golfo Pérsico 

Redação, O Estado de S.Paulo

16 de maio de 2019 | 21h16

TEERÃ - Líderes militares do Irã recentemente se encontraram com milícias xiitas iraquianas em Bagdá e lhes disseram que se preparassem para “uma guerra por procuração”, informou nesta quinta-feira, 16, o jornal britânico Guardian. Duas fontes de inteligência de alto escalão disseram que Qassem Suleimani, líder da poderosa Força Al-Quds, do Irã, convocou, três semanas atrás, as milícias pró-Teerã em meio ao aumento de tensão na região.

A decisão de mobilizar os aliados regionais do Irã é vista como uma precaução diante das ameaças e pressões dos EUA. O Reino Unido elevou ontem o nível de alerta de suas tropas no Iraque. Apesar de Suleiman ter se reunido com líderes das milícias xiitas nos últimos cinco anos, a natureza e o tom do recente encontro foi diferente. 

A reunião desencadeou uma frenética atividade diplomática entre funcionários de EUA, Reino Unido e Iraque, que tentam impedir o confrontos entre Teerã e Washington – e evitar que o Iraque se torne arena para um conflito.

O encontro veio à tona após os EUA decidirem retirar seu pessoal diplomático não essencial da embaixada em Bagdá, do consulado em Irbil e elevar o nível de alerta nas bases americanas no Iraque. A notícia também coincide com as ameaças aos interesses dos EUA e seus aliados no Golfo Pérsico, o que poderia causar um confronto direto entre Washington e Teerã.

Líderes de todas as milícias agrupadas nas Unidades de Mobilização Popular do Iraque participaram da reunião convocada por Suleimani, disseram as fontes dos serviços de segurança. Como chefe da força de elite Al-Quds, Suleimani tem um importante papel nas estratégias e operações das milícias. 

Nos últimos 15 anos, ele tem sido o mais influente representante do Irã no Iraque e na Síria, liderando os esforços de Teerã, consolidando sua presença nesses países e tentando influenciar a região em favor do Irã. Os EUA têm sido cada vez mais críticos das atividades de aliados do Irã no Oriente Médio. / EFE

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