Teerã possui capacidade para responder a ataques

O ataque que Israel pode lançar contra o Irã não ficará sem resposta. Segundo analistas ocidentais, os oito anos que separavam a força de mísseis do regime dos aiatolás de representar uma ameaça efetiva, em 2008, viraram apenas 36 meses.

ROBERTO GODOY, O Estado de S.Paulo

13 de novembro de 2011 | 03h06

Segundo os mesmos especialistas em tecnologia militar dos EUA e da Europa, a indústria iraniana está pronta para produzir armas de longo alcance, na faixa de 7 mil quilômetros, com ogivas de uma tonelada.

Um dos mais respeitados analistas da área, o general russo Victor Yesin, disse há duas semanas que houve notáveis e surpreendentes avanços no programa de Teerã e esse é o fato novo a ser considerado.

As primeiras gerações das armas estratégicas do Irã apresentavam mau desempenho - as versões recentes funcionam bem. Existem nove diferentes configurações operacionais. Os mísseis Shahab-2 e 3 podem atingir alvos não apenas em Israel, mas também em todo o Oriente Médio - até mesmo as instalações militares dos EUA.

Para o analista John Miller, do Foreign Political Center, de Washington, essa configuração será uma ameaça consistente a partir de 2015. O receio das potências ocidentais e de Israel é que o arsenal em formação seja equipado com explosivos nucleares ou cargas químicas.

Em Jerusalém, o porta-voz do governo de Binyamin Netanyahu comentou o assunto há duas semanas, dizendo que é perigoso desconsiderar o projeto de mísseis balísticos do Irã. Israel mantém, desde 1963, o secreto e bem-sucedido Plano Jericó, de construção de balísticos.

O foguete mais avançado, o J-III, entrou em serviço em 2008 e tem um raio de ação de 11 mil quilômetros. As forças israelenses poderiam lançar uma ação preventiva contra a rede de instalações nucleares iranianas com aviação de precisão e bombas de penetração B61-11 fornecidas pelos EUA. Os alvos seriam a usina de Natanz e a fábrica de mísseis e gás de urânio de Isfahan.

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