Telefónica do Peru nega envolvimento em grampos

A Telefónica do Peru, maior companhia do país, controlada pela Telefónica espanhola, disse que não auxiliou oficiais do governo do ex-presidente Alberto Fujimori em grampos de telefones. "A Telefónica não fez parte nem ajudou qualquer dessas atividades", disse o diretor-geral da Telefónica no Peru, Jose Ramon Vela. Segundo a agência Dow Jones, o Congresso investiga grampos contra opositores do ex-presidente Alberto Fujimori e do ex-chefe do serviço secreto do Peru Vladimiro Montesinos. Vela reiterou ainda que se encontrou com Montesinos três vezes, mas disse que não discutiram o assunto. Em uma das ocasiões, Montesinos pediu contribuição financeira para a campanha de reeleição de Fujimori, o que foi negado. Em outro encontro, Montesinos pediu para a Telefónica parar as transmissões da emissora de notícias a cabo Canal N. Vela disse que também recusou o pedido. Em 2000, Fujimori demitiu Montesinos do cargo de chefe do serviço secreto, após a exibição de fita de vídeo ter mostrado o assessor subornando um parlamentar. Montesinos fugiu para o Panamá, mas retornou ao Peru. Em 2001, foi capturado na Venezuela.

Agencia Estado,

10 Janeiro 2002 | 12h59

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