Televisão russa denuncia ataque a estação na Ossétia do Sul

O principal canal de televisão da Rússia, do qual o Estado é o principal proprietário, denunciou neste sábado, 11, que um grupo atacou sua estação de transmissão por satélite na separatista região georgiana da Ossétia do Sul. "Homens armados que chegaram em um veículo sem placa atacaram vários equipamentos, tornando impossível a transmissão", anunciou um programa do canal. No programa, acrescentou-se que, "no entanto, o canal continuará seus trabalhos na Ossétia do Sul". O presidente da região separatista, Eduard Kokoity, ordenou reforçar a segurança dos jornalistas russos que foram à Ossétia do Sul cobrir o plebiscito de independência e as eleições presidenciais nessa república, não reconhecida por nenhum Estado do mundo. O líder independentista declarou sua certeza de que o ataque é obra dos serviços secretos da Geórgia, que "fazem tudo o possível por desestabilizar a situação". Kokoity afirmou que tem informações de que "foram infiltrados vários grupos de sabotagem" no território da Ossétia do Sul e que, na fronteira, desembarcaram efetivos para impedir a votação. Fontes do Ministério do Interior da Geórgia negaram que o ataque contra os jornalistas russos tenha sido obra de efetivos georgianos, mas lembraram que, há alguns meses, um grupo de televisão georgiano - com vistos russos regulares - foi expulso da Rússia por filmar "sem permissão" na Chechênia. Paralelamente ao plebiscito e às eleições presidenciais convocadas pelos separatistas, a população georgiana da Ossétia do Sul e também os ossetas em oposição ao regime de Kokoity realizam amanhã eleições presidenciais alternativas. Estas eleições paralelas contam com quatro candidatos opositores, que as autoridades separatistas excluíram das listas e declararam traidores.

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