Tema de próximo encontro tende a favorecer presidente

Cenário: Gunther Rudzit

É PROFESSOR DE RELAÇÕES INTERNACIONAIS DAS FACULDADES RIO BRANCO, DOUTOR EM CIÊNCIA , POLÍTICA PELA USP, O Estado de S.Paulo

17 de outubro de 2012 | 03h02

O presidente Barack Obama desta vez foi muito mais assertivo do que no primeiro confronto. É perceptível que ele se preparou bem para o debate de ontem à noite. Foi possível ver no seguimento feito pela CNN, entre homens e mulheres da plateia, que quando Mitt Romney tentava interromper o presidente sempre havia uma reação negativa. Romney pareceu um pouco arrogante ao não deixar Obama falar. No aspecto comportamental, foi mais equilibrado o democrata.

Favoreceram o presidente as perguntas sobre as diferenças salariais entre homens e mulheres e sobre a política de imigração. Romney claramente tentou fugir dessas questões, algo inevitável defendendo o que ele defendeu na convenção republicana.

Até mesmo na resposta de Obama sobre o ataque terrorista em Benghazi, em 11 de setembro, que matou o embaixador americano na Líbia, a resposta da plateia foi aplaudir o presidente. Obama se saiu melhor em geral. Só no momento em que tentou rebater a imagem de exportador de trabalhos Obama deu uma parada para pensar e demonstrou algum receio.

Na questão sobre qual era a diferença entre Romney e George W. Bush, o republicano tentou se diferenciar bastante. Não defendeu o legado de Bush. É preciso ver como isso vai repercutir entre os republicanos. Era aquela pergunta que todos tinham receio de desestabilizar o republicano e Romney não estava preparado.

É preciso esperar as pesquisas para ver o efeito do debate entre os indecisos. Se depois do primeiro encontro Romney passou a ter pequena vantagem na Flórida, em Ohio não conseguiu reverter o quadro. Na Pensilvânia, também não. Ou seja, o presidente ainda está em melhor situação do que o Romney.

No próximo debate, onde se falará exclusivamente de política externa, a tendência é vantagem de Obama. Com certeza, se conseguir esclarecer o caso de Benghazi, vai ter um ponto muito positivo. E ele tem um ás na manga, seu governo caçou o líder da Al-Qaeda, Osama bin Laden e os principais nomes da organização.

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