Tony Dejak/AP
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Tema imigração agita corrida presidencial nos EUA

Barack Obama e Mitt Romney tentam conquistar eleitores hispânicos

AP,

20 de junho de 2012 | 21h47

ORLANDO - O presidente dos Esrtados Unidos Barack Obama e o provável candidato presidencial republicano Mitt Romney estão cortejando a crescente população hispânica do país desde que o tema imigração surgiu como assunto relevante na competição para ocupar a Casa Branca. O resultado pode direcionar a política norte-americana por gerações.

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Os dois candidatos pretendem discursar na mesma convenção política neste fim de semana na Flórida e poderão exibir contrastes de ideologias políticas em um momento crucial. Os pronunciamentos ocorrem uma semana depois de Obama anunciar planos de afrouxar as leis de imigração para alguns filhos de imigrantes que carecem de visto de permanência no país.

Cada candidato está criando estratégias para atrair os hispânicos, que apoiaram os democratas nas eleições passadas. Até agora, Obama está gastando mais do que Romney em publicidades em espanhol. A menos de cinco meses das eleições, os eleitores hispânicos estão animados e atentos, disse Arturo Vargas, diretor executivo da Associação Nacional de Funcionários Latinos Eleitos e Nomeados, que esta semana realiza a sua convenção.

"Há muito em jogo. Estamos falando de uma parte importante do eleitorado norte-americano que poderia decidir esta eleição", afirmou Vargas. "Agora os dois candidatos estão prometendo atenção ao voto latino". De fato, as duas partes estão desenhando estratégias agressivas de campanha para atrair um setor demográfico que não é unânime em suas escolhas, mas que deu apoio aos democratas nas últimas eleições.

Alguns republicanos temem - e os democratas esperam - que Obama possa aproveitar este momento para que o voto hispânico volte a ser predominantemente democrata, assim como o presidente Lyndon Johnson alcançou o voto dos eleitores negros ao sancionar a Lei de Direitos Civis em 1964.

Há muito em jogo em vários Estados cruciais para a eleição presidencial, não apenas naqueles com grande população latina como Flórida, Nevada e Colorado, mas também em outros como Ohio, Carolina do Norte e Virgínia, onde UAM pequena mudança entre os eleitores latinos poderia ser importante. A população hispânica dos EUA aumentou de 35 milhões em 2000 para 50 milhões em 2010, segundo uma pesquisa censo.

Enquanto os candidatos presidenciais se dirigem para a convenção na Flórida, Obama está em uma onda de entusiasmo latino por sua decisão de permitir que dezenas de milhares de jovens imigrantes em caráter irregular permaneçam no país e trabalhem. Em trocca, eles devem provar que chegaram aos EUA antes dos 16 anos de idade e que têm agora menos de 30; que estiveram ao menos cinco anos nos EUA; não devem ter antecedentes criminais e devem ter concluído o ensino superior ou estado no exército.

A nova política poderá beneficiar até 800.000 jovens imigrantes, segundo o governo, e até 1,4 milhões, de acordo com o Pew Hispanic Center. A decisão chegou em um momento político oportuno, no calor da campanha eleitoral e quando Obama necessitava mostrar vigor para uma parte chave de sua base eleitoral.

 

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