Temendo ataques, 27% votaram no Afeganistão

CABUL

AP, REUTERS e AFP, O Estado de S.Paulo

20 de setembro de 2010 | 00h00

A contagem de votos dos afegãos que foram às urnas no sábado - 27% dos 13,5 milhões de eleitores cadastrados - começou ontem, enquanto autoridades revelavam o balanço dos atentados do Taleban, que estimulou o boicote à eleição parlamentar.

Houve 485 incidentes violentos, entre os quais 43 explosões de bombas e 78 ataques. Morreram 21 civis, 11 policiais e soldados afegãos e 4 militares estrangeiros. Entre os mortos foram identificados cinco funcionários eleitorais - dois sequestrados na sexta-feira e três, no sábado.

Segundo a Otan, a ofensiva do Taleban foi mais ampla, mas menos mortífera que a registrada nas eleições presidenciais de outubro. Na ocasião, 50 pessoas morreram. A votação foi marcada pela reeleição do presidente Hamid Karzai em meio a denúncias de fraude e uma participação de 33%.

A Fundação por Eleições Livres e Justas do Afeganistão, ONG que manteve 7 mil fiscais nas ruas, disse ontem "ter sérias preocupações sobre a qualidade das eleições". A ONU divulgou nota falando de "irregularidades". As principais denúncias estão relacionadas à duplicidade e à compra de votos. Durante a semana, cédulas falsas foram apreendidas.

Especialistas consideram a eleição um teste para a capacidade das forças da Otan garantirem a segurança - o que interfere no cronograma de retirada. Neste aspecto, as ameaças do Taleban parecem ter surtido efeito. No sábado, 461 centros de votação deixaram de abrir "para prevenir atentados".

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