Temendo ''efeito Twitter'', regime bloqueia web

O governo chinês suspendeu a internet em Xinjiang, bloqueou o acesso ao Twitter em todo a China e mobilizou seu Exército de censores para apagar fotos, vídeos e informações independentes enviadas por celulares ou computadores dos que conseguiram escapar do controle oficial em Urumqi.Depois que as redes de relacionamento online desempenharam papel fundamental nos protestos contra as eleições no Irã, no mês passado, Pequim agiu para tentar evitar a propagação de informações e o uso da web como instrumento de mobilização. Celulares e mensagens de texto também tiveram seu funcionamento interrompido na capital de Xinjiang.Várias pessoas que presenciaram os protestos conseguiram divulgar fotos e vídeos na internet, mas as imagens eram rapidamente excluídas pelos censores. As que foram parar no YouTube podiam ser vistas fora da China, mas não dentro do país, onde o site está bloqueado há mais de dois meses. Buscas na internet com a palavra "Urumqi" resultavam na mensagem padrão quando o assunto é proibido: "Nos termos das leis e políticas aplicáveis, parte do resultado da busca não é exibido." C.T.

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