''Temos condições de manter a economia firme''

Honduras tem condições de sobreviver até a realização das próximas eleições presidenciais, segundo a ministra das Finanças, Gabriela Nuñez. Em entrevista ao Estado, ela disse que nem mesmo a redução no fornecimento de petróleo pela Venezuela afetará Honduras.Honduras tem condições de sobreviver os próximos seis meses, até a posse do próximo presidente, sem investimentos de organismos internacionais?Primeiro, queria deixar claro que Manuel Zelaya não havia chegado a um acordo com o Fundo Monetário Internacional. Não estamos recebendo financiamento dessa organização nem da comunidade internacional. Os investimentos do Banco Mundial e do Banco Interamericano de Desenvolvimento até agora não foram afetados. Portanto, temos condições de manter a economia firme pelos próximos meses.Qual o principal problema herdado do governo de Zelaya?Ele não enviou um orçamento para o Congresso aprovar. E isso deveria ter sido feito em 15 de setembro.Desde a deposição de Zelaya, houve um agravamento da crise econômica em Honduras?A situação está normal. O toque de recolher não provocou graves danos em termos econômicos, porque a atividade produtiva funciona durante o dia. O toque contribuiu para a redução da criminalidade.Seu ministério manteve algum tipo de diálogo com o anterior?As alterações ocorreram apenas no alto escalão. Mantivemos toda a equipe interna.A economia hondurenha pode crescer neste ano?Prevemos uma redução de 2% no PIB, com uma inflação de 5%.Os acordos comerciais com os EUA e outros países da América Central têm sido respeitados?Sim, porque eles são no âmbito econômico. Além disso, especialmente com os centro-americanos, todos perderiam caso esses acordos não fossem respeitados.O fornecimento de petróleo diminuiu por causa da oposição de Hugo Chávez ao governo de Roberto Micheletti?Não. Estamos seguros nesse setor. Nossas empresas têm capacidade de importar de outros países e não apenas da Venezuela.

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