Temos motivo para nos irritar, diz China a EUA sobre Taiwan

Pequim volta a protestar sobre venda de US$ 6 bi em armas para Taipé, proposta pelo Pentágono ao Congresso

REUTERS

05 de fevereiro de 2010 | 17h22

O ministro de Relações Exteriores da China, Yang Jiechi, criticou nesta sexta-feira, 5, o uma proposta de venda de armas dos Estados Unidos a Taiwan, durante seu discurso na Conferência de Segurança de Munique, no sul da Alemanha.

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"É nosso direito soberano fazer o que for preciso (...) o governo e o povo chinês têm motivos para estar irritados", afirmou Yang, que acrescentou ter esperança de que os Estados Unidos vão acabar mudando de atitude.

Washington deve fornecer armas modernas no valor de US$ 6,4 bilhões a Taiwan. A China promete impor sanções não especificadas a empresas dos EUA que vendem armas a Taiwan, em retaliação ao anúncio. Pequim diz que a venda de armas pode afetar a eventual reunificação pacífica entre China e Taiwan.

"Trata-se claramente de uma violação das regras de comportamento", disse Yang, que ressaltou que "é natural que o Governo e o povo chinês reajam".

Taiwan foi o refúgio dos nacionalistas derrotados pelos comunistas na guerra civil chinesa em 1949.

A China ameaça atacar a ilha se ela se declarar formalmente independente, mas desde 1979 os EUA se obrigam por lei a defender Taiwan.

As relações sino-americanas já estão tens

as devido a uma série de outros incidentes a respeito da política cambial chinesa, de protecionismo comercial e da liberdade na Internet.

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