REUTERS/Thomas Peter
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Tempestade de areia e poluição formam névoa amarela em Pequim

Capital chinesa suspendeu todas as atividades esportivas ao ar livre nos centros de ensino e aconselhou as pessoas que sofrem de problemas respiratórios que não saiam às ruas

Redação, O Estado de S.Paulo

15 de março de 2021 | 07h10

PEQUIM - Pequim amanheceu tomada por uma névoa amarela e espessa na manhã desta segunda-feira, 15. O fenômeno foi provocado pela combinação de uma tempestade de areia que chegou à capital da China e a poluição de origem humana.

A combinação dos dois fenômenos provoca um coquetel perigoso para a saúde e reduz a visibilidade a algumas centenas de metros.

O município suspendeu todas as atividades esportivas ao ar livre nos centros de ensino e aconselhou as pessoas que sofrem de problemas respiratórios que não saiam às ruas.

Com os rostos cobertos, muitos moradores de Pequim seguiram para o trabalho, mas alguns usavam óculos de proteção.

Os edifícios emblemáticos da cidade mal eram visíveis, como a sede da televisão nacional, com o topo de 234 escondido atrás da névoa.

Na rede social Weibo, os chineses transformaram o fenômeno em um dos principais temas do dia.

"Esta tempestade alaranjada parece o fim do mundo", escreveu um morador.

As tempestades de areia, procedentes do deserto de Gobi, são frequentes na primavera no norte da China, mas os moradores da capital não observavam o céu tão carregado em muitos anos.

O site especializado aqicn.org considera "perigosa" a qualidade do ar. O nível de partículas PM10 alcançou o limite de 999 no início da manhã, uma taxa 20 vezes maior que as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS). O nível das partículas PM2,5, ainda mais tóxicas, era de 567, um nível poucas vezes registrado nos últimos anos em Pequim.

Os episódios de poluição extrema se tornaram menos frequentes nos últimos anos na capital chinesa, onde o combate contra a poluição é um dos maiores desafios para o país./AFP

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