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Angela Weiss/AFP
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Tempestade Isaias avança pela costa leste dos EUA e atinge Nova York

Fenômeno climático matou ao menos 4 pessoas, encheu as ruas de escombros, fechou rodovias e obrigou o cancelamento de dezenas de voos

Redação, O Estado de S.Paulo

05 de agosto de 2020 | 02h56

A tempestade tropical Isaías avançou nesta terça-feira, 4, pela costa leste dos Estados Unidos, deixando ao menos 4 mortos. Dois deles estavam em um trailer na Carolina do Norte quando foram atingidos por um tornado causado pelos fortes ventos do furacão. Em Nova York, o fenômeno causou fortes chuvas e deixou centenas de milhares de pessoas sem eletricidade, enquanto as autoridades tomam precauções contra possíveis inundações.

Na cidade de Nova York, uma pessoa morreu após a queda de uma árvore sobre um carro, enquanto outra ficou gravemente ferida depois de ser atingida por um galho, declarou o prefeito Bill de Blasio.

Às 17h locais (18h de Brasília), Isaías passou pelo leste da Pensilvânia e sudeste de Nova York com ventos de 100 km/h, de acordo com o National Hurricane Center (NHC), com direção ao norte-nordeste.

O fenômeno climático causou estragos, enchendo as ruas de escombros, fechando rodovias e obrigando o cancelamento de dezenas de voos.

Os serviços de transporte público também foram suspensos, incluindo a balsa de Staten Island.

As autoridades instalaram diques de proteção na parte baixa de Manhattan pela manhã, antecipando um aumento no nível da água.

Mas a chuva acabou não sendo tão forte quanto se temia, com uma tempestade "mais de vento do que de inundações até agora, graças a Deus", declarou De Blasio à emissora local NY1.

Em Nova Jersey, onde o governador Phil Murphy declarou estado de emergência e também pediu aos cidadãos que não se aventurem nas estradas, imagens de vídeos flagraram o vento arrancando tetos de residências.

Árvores caídas, chuva e inundações 

Isaías causará fortes chuvas, entre 200 e 400 mm, no leste de Nova York e Vermont, com picos de 600 mm em áreas específicas, informou o boletim. 

Prevê-se condições de tempestades tropicais "no leste de Nova York, Long Island e sul da Nova Inglaterra, com possíveis rajadas de vento com força de furacão" que "podem causar danos significativos" e "falta de energia".

Além disso, a tempestade pode "causar inundações em áreas normalmente secas perto da costa" e o "avanço das águas para o interior", disse o NHC. 

Os serviços meteorológicos também emitiram alertas de tornado para o estado da Nova Inglaterra. 

Mais de 1,3 milhão de pessoas estavam sem energia às 16h locais em Nova Jersey e mais de 500.000 pessoas no estado de Nova York, de acordo com o poweroutage.us. 

"Estamos vendo árvores e galhos arrancados por toda a cidade", escreveu o prefeito de Nova York, Bill de Blasio, no Twitter. Ele pediu à população para levar a situação a sério e ficar em casa.

O governador da Carolina do Norte, onde o furacão de categoria 1 atingiu o território por volta das 23h de segunda-feira com ventos de até 140 km/h, lamentou a morte de "pelo menos uma pessoa" enquanto enfatizava que "o dano não foi tão sério quanto poderia ter sido". 

"Havia muitas árvores que caíram, inundações devido ao aumento do mar, especialmente no sudeste da Carolina do Norte, carros flutuando" em alguns lugares, disse o governador Roy Cooper, entrevistado na manhã desta terça-feira na ABC. "Tivemos vários tornados", disse.  

Cerca de 370.000 pessoas sofreram cortes de energia na manhã de terça-feira na Carolina do Norte, de acordo com a agência estadual de gerenciamento de emergências.  

As empresas de eletricidade recomendaram que as pessoas em casas inundadas desligassem a fonte de alimentação para evitar serem eletrocutadas.  

Aproximadamente 300.000 pessoas também estão sem eletricidade no estado da Virgínia, de acordo com o site poweroutage.us. 

E o coronavírus?

Os moradores dos estados da costa sudeste dos Estados Unidos estão acostumados, quase todo verão, à passagem de tempestades. 

Este ano, no entanto, os preparativos para a chegada de Isaías foram afetados pela pandemia do novo coronavírus.

As duas Carolinas sofrem com o aumento de casos, enquanto os Estados Unidos lutam para conter a propagação da epidemia. 

O governador Cooper havia recomendado que os moradores usassem máscara e mantivessem a distância física, apesar da tempestade. 

Cooper explicou nesta terça-feira que mais abrigos precisavam ser planejados para permitir o distanciamento social entre os evacuados e que cerca de 150 soldados da Guarda Nacional foram enviados para tarefas de emergência. 

Isaías foi rebaixado de furacão de categoria 1 para tempestade tropical depois de contornar a Flórida - um dos epicentros da pandemia de coronavírus - sem causar grandes problemas, mas se fortaleceu ao se aproximar das Carolinas. 

Alguns centros de testes de coronavírus tiveram que fechar quando a tempestade se aproximava da Flórida, mas já foram reabertos. 

Autoridades temiam o efeito devastador da tempestade somado à crise da saúde, mas o "Estado do Sol" se salvou. 

Isaías passou como furacão no Caribe e deixou uma mulher morta em Porto Rico. Também causou pequenos danos na República Dominicana e nas Bahamas./AFP e Reuters

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