Tempestade tropical Alex atrapalha retirada de óleo

Os ventos fortes causados pela tempestade tropical Alex, que deve ganhar força e tornar-se um furacão, atrapalharam os esforços para dobrar a quantidade de petróleo capturada de um poço que vaza no Golfo do México. O fenômeno aumentou o tamanho das ondas, impedindo que os funcionários conectem uma terceira embarcação a um sifão de uma tampa usada para conter o vazamento, localizado 1.500 metros abaixo da superfície.

AE, Agência Estado

29 de junho de 2010 | 11h39

O almirante da Guarda Costeira, Thad Allen, que monitora os esforços de resposta, afirmou ontem que os ventos fortes podem levar as equipes a se retirar do local onde é realizada a coleta do óleo, a pouco mais de 80 quilômetros da costa da Louisiana. A retirada das equipes deve começar em até 120 horas e as operações serão interrompidas por cerca de duas semanas para "se retirar o equipamento, levá-lo para um lugar mais seguro, trazê-lo de volta e recomeçar a coleta", disse Allen.

Com isso, o trabalho para conter permanentemente o vazamento pode ser atrasado até setembro e o tamanho do vazamento aumentaria drasticamente. O problema começou com a explosão da plataforma Deepwater Horizon, da companhia britânica BP, há mais de dois meses.

O atual sistema está capturando quase 25 mil barris de óleo por dia. Estima-se que vazem diariamente entre 30 mil e 60 mil barris. Com a terceira embarcação, que deve começar a operar no início de julho, a capacidade de capturar o petróleo subirá para entre 40 mil e 50 mil barris por dia.

O mar bravio também pode empurrar o óleo mais para a costa em áreas da Flórida e da Louisiana, advertiu Allen. Segundo ele, esse risco existe em toda a temporada de furacões, que vai até o fim de novembro. A tempestade Alex ganha força, enquanto se aproxima do sudoeste do Golfo do México, após causar fortes chuvas na península de Yucatán, matando pelo menos dez pessoas no total na Nicarágua, na Guatemala e em Salvador. Em sua rota atual, Alex deve chegar ao solo como um furacão no fim da quarta-feira ou no início da quinta-feira ao sul da fronteira entre México e EUA, informou o Centro Nacional de Furacões dos EUA, sediado em Miami.

O vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, visita hoje o Golfo do México para vistoriar os esforços de limpeza. Biden deve visitar a central de comando da resposta ao vazamento, em Nova Orleans, antes de seguir para a Flórida, onde autoridades fecharam algumas praias famosas por causa do vazamento. As informações são da Dow Jones.

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