Tempestade tropical Chantal vai para ilha de Hispaniola

A tempestade tropical Chantal contornou a costa sul da República Dominicana e o Haiti nesta quarta-feira e perdeu força, embora ainda possa provocar enchentes na ilha de Hispaniola, onde estão localizados esses países.

Agência Estado

10 de julho de 2013 | 15h09

Chantal não deve tocar o solo da ilha, mas meteorologistas disseram que a tempestade pode provocar fortes chuvas em áreas onde muitas pessoas vivem em casas improvisadas de madeira e aço, onde inundações são comuns.

Nos dois países, a população reforçou casas com lona e madeira e estocou suprimentos, ignorando os avisos para deixarem suas moradias.

Chantal estava a cerca de 235 quilômetros ao sul de Porto Príncipe pouco antes do meio-dia, movendo-se para o oeste a 29 quilômetros por hora, com ventos máximos sustentados de 45 quilômetros por hora, segundo o Centro Nacional de Furacões (NHC) dos Estados Unidos, sediado em Miami.

A tempestade deve seguir para o Norte e passar por Cuba, a caminho das Bahamas e da Flórida, mas meteorologistas disseram que Chantal deve perder mais força e se transformar numa depressão tropical até quinta-feira.

Um aviso de tempestade ainda estava em vigor nesta quarta-feira para a República Dominicana, Haiti, Turks e Caicos e para o sudeste das Bahamas. Um alerta para tempestade tropical estava em vigor na Jamaica e região central das Bahamas.

Mas mesmo mais fraca, Chantal deve causar problemas para a região rural ao sul da ilha de Hispaniola. Na República Dominicana, o meteorologista Bolívar Ledesma disse até 200 milímetros de chuva podem cair na costa sul do país. Autoridades haitianas emitiram alertas pelo rádio, pedindo às pessoas que se saiam de desfiladeiros e estoquem comida.

Na manhã de terça-feira, Chantal passou pela região Leste do Caribe. Autoridades de Dominica informaram que fortes ventos destelharam várias casas, mas não há registro de feridos na região.

Durante a noite, a tempestade passou pelo sul de Porto Rico. Autoridades do território norte-americano disseram que cerca de 7 mil pessoas ficaram sem eletricidade e mais de 2.500 sem água.

A Guarda Costeira norte-americana informou que todos os portos de Porto Rico foram reabertos, exceto os que ficam na costa Sul e Oeste. Fonte: Associated Press.

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