REUTERS/Jonathan Bachma
REUTERS/Jonathan Bachma

Tempestade tropical deixa uma criança morta e mais de 27 mil pessoas sem luz nos EUA

Prevista para se tornar o primeiro furacão a atingir o país em 2018, a tempestade Gordon perdeu forças ao atingir solo americano; autoridades de três Estados mantém alertas de alagamentos na região atingida

O Estado de S.Paulo

05 Setembro 2018 | 03h20

GULFPORT, Estados Unidos - Uma criança morreu e mais de 27 mil pessoas ficaram sem luz após a tempestade tropical Gordon tocar o solo americano no fim da noite de terça-feira, 4. Nos últimos dias, metereologistas previam que a tempestade poderia chegar com força suficiente para ser classificada como um furacão de categoria 1, o primeiro a atingir os Estados Unidos neste ano.

De acordo com o Centro Nacional de Furacões, a tempestade Gordon atingiu o solo americano por volta das 22h (horário local) e rapidamente se deslocou pelos Estados de Mississippi, Luisiana e Arkansas. Os ventos produzidos pela tempestade chegaram a 112 km/h, cinco quilômetros abaixo do mínimo estimado para ser classificado como furacão, mas mortais o suficiente para derrubar uma árvore que caiu sobre uma casa móvel em West Pensacola, na Flórida. Uma criança morreu no acidente, informa a polícia local.

O Aeroporto Internacional de Pensacola registrou 101 mm de chuva, o maior volume registrado até o momento no Golfo do México. Nas demais áreas atingidas pela tempestade, como a região costeira do Alabama e o sudeste do Mississippi, mais de 27 mil pessoas ficaram sem energia elétrica durante a noite.

No início da semana, governadores do Alabama, Mississippi e Luisiana declaram estado de emergência após previsões iniciais apontarem a possibilidade da tempestade Gordon se tornar um furacão. As autoridades também emitiram e mantém um alerta de alagamentos provocados pelas fortes chuvas, que devem registrar volumes de até 200 mm na região do Golfo do México. Tropas da Guarda Nacional americana estão de prontidão para atuar em situações de emergência.

Nesta terça-feira, várias escolas e comércios na área prevista do trajeto da tempestade fecharam as portas e suspenderam as atividades. Em Nova Orleans, cidade em Luisiana devastada pelo furacão Katrina em 2005, a prefeitura emitiu alerta de retirada voluntária em alguns bairros da cidade nas fora do entorno do sistema de diques que regula o nível da água na cidade. //ASSOCIATED PRESS, THE NEW YORK TIMES

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