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Tempo de fala desequilibra debates democratas

Pré-candidatos democratas falaram por 6 horas e 44 minutos nos quatro debates televisionados até agora, os dois primeiros em Miami no fim de junho, os dois últimos em Detroit na semana passada

Helio Gurovitz, O Estado de S.Paulo

04 de agosto de 2019 | 05h00

Os pré-candidatos democratas falaram por 6 horas e 44 minutos nos quatro debates televisionados até agora, os dois primeiros em Miami no final de junho, os dois últimos em Detroit na semana passada.

Ao escolher, para cada noite, 10 dos 24 postulantes à candidatura, o partido procurou equilibrar a balança entre os mais e menos conhecidos. Mas o tempo que cada um falou, determinado pela intervenção dos moderadores, manteve o desequilíbrio. Correspondeu, com pequena variação, à posição dos pré-candidatos nas pesquisas.

Eles podem ser divididos em quatro pelotões. No primeiro, o ex-vice-presidente Joe Biden, líder isolado com uma média de 32% nas últimas pesquisas – somando as duas aparições, Biden falou quase 35 minutos. No segundo, os senadores Kamala Harris, Bernie Sanders e Elizabeth Warren, cujas falas duraram de 5 a 7 minutos a menos. No terceiro, o prefeito Pete Buttigieg, o senador Cory Booker e o ex-deputado Beto O’Rourke, que falaram menos de 25 minutos. Todos os demais obtiveram menos de 20 minutos de microfone. 

Nem todos aproveitaram o tempo do mesmo modo. O deputado Eric Swalwell, que desistiu da candidatura logo depois do primeiro debate, foi quem menos falou (pouco mais de 4 minutos), mas quem disse mais palavras por minuto: 225, ante a média de 180. Com a desistência dele, o empresário Andrew Yang é agora quem fala mais em menos tempo. Quase 200 palavras por minuto, batendo sempre na mesma tecla: a renda mínima universal. Dos nanicos, está melhor nas pesquisas. Viu como funciona?

76 bilhões de pílulas alimentaram vício em opiáceos

Entre 2006 e 2012, empresas farmacêuticas alimentaram o vício em opiáceos nos Estados Unidos com 76 bilhões de pílulas, revelou um levantamento dos jornais Charleston Gazette-Mail e The Washington Post, com dados obtidos por decisão judicial. Seria o suficiente para dar 36 pílulas por ano a cada adulto ou criança. A distribuição geográfica das drogas coincide com a da epidemia que matou 100 mil no período. A mortalidade por opiáceos em Norton, condado na Virgínia Ocidental que recebeu 306 pílulas anuais por habitante, foi 18 vezes a média nacional.

 

Jurista questiona câmera obrigatória em carros

Um novo artigo do jurista Cass Sunstein, da Universidade Harvard, põe em questão os critérios do governo americano para impor a instalação de câmeras traseiras em novos modelos de carro. A medida, diz ele, não se justifica analisando os custos e benefícios, nem salva um número significativo de vidas. Mesmo assim, 56% dos consumidores aceitam pagar até US$ 300 a mais pelo conforto proporcionado pelo equipamento nas manobras. “A análise custo-benefício fornece informações essenciais, mas nem chega perto de avaliar os verdadeiros efeitos da regulação no bem-estar”, afirma Sunstein.

 

Divórcio reduz chance de filhos entrarem na faculdade

O divórcio quando os filhos tinham entre 13 e 18 anos reduziu em 10,6% a probabilidade de que entrassem na universidade, revela um estudo no National Bureau of Economics Research, com base em 1 milhão de pares de irmãos em Taiwan. Os economistas compararam a separação à perda do emprego para concluir que o efeito do divórcio resulta de “mecanismos não econômicos, como choques mentais e psicológicos”.

 

Elo com oligarca russo assombra Boris Johnson

O premiê Boris Johnson vem sendo cobrado pela ligação com Evgeny Lebedev, filho do oligarca Alexander Lebedev e, até o momento, controlador dos jornais Evening Standard e The Independent. Boris esteve diversas vezes no Palazzo Terranova, na Perúgia, onde Evgeny recebe políticos e celebridades para festas nababescas. Numa delas, logo depois do plebiscito de 2016, segundo o OpenDemocracy, a modelo Katie Price teve de ser retirada da mesa depois de mostrar os seios, para evitar constrangimentos ao então chanceler. Constrangimento maior poderá vir da investigação, de resultado esperado para este mês, sobre a venda de ações de Lebedev nos jornais a uma entidade misteriosa nas Ilhas Cayman.

 

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