Tenente admite ter atirado no presidente da Guiné

O tenente Abubakar "Toumba" Diakite, ex-comandante da guarda presidencial da Guiné, admitiu hoje ter atirado, no dia 3, no presidente Moussa "Dadis" Camara e, em entrevista à Rádio França Internacional, acusou seu ex-chefe de querer que ele assumisse a responsabilidade por um massacre ocorrido no país em 28 de setembro. Na ocasião, forças de segurança reprimiram um protesto pró-democracia. Segundo um grupo de defesa dos direitos humanos, 157 civis desarmados morreram no episódio.

AE-AP, Agencia Estado

16 de dezembro de 2009 | 12h10

Na entrevista, Diakite disse ter atirado em Camara por considerar que o líder da junta militar que governa o país havia "traído a democracia" da Guiné. Em público, Camara chegou a responsabilizar o tenente pelo massacre. Diakite está foragido desde a tentativa de assassinato. Camara está sendo tratado no Marrocos e não falou em público desde o atentado, alimentando especulações de que ele estaria incapacitado.

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