Tensão em Jerusalém aumenta após árabe matar bebê atropelado

Premiê de Israel afirma que qualquer tentativa de atacar país será punida e Hamas diz que motorista pertencia ao grupo

JERUSALÉM, O Estado de S.Paulo

24 de outubro de 2014 | 02h03

A tensão entre israelenses e palestinos elevou-se ontem, um dia depois de uma criança judia de 3 meses ter morrido atropelada em uma estação de metrô de superfície de Jerusalém - incidente em que pelo menos outras 7 pessoas ficaram feridas.

Israel ordenou reforço na segurança da cidade após confrontos ocorrerem entre forças de segurança e manifestantes árabes na noite anterior, em Jerusalém Oriental. O premiê israelense, Binyamin Netanyahu, que qualificou o atropelamento como "ataque terrorista" e culpou o presidente palestino, Mahmoud Abbas, pelo incidente, afirmou que qualquer tentativa de atacar Israel será "duramente castigada".

Já o movimento islamista Hamas, que controla a Faixa de Gaza, declarou que a ação foi uma "resposta às violações" dos israelenses contra os palestinos de Jerusalém e afirmou que o motorista do veículo - identificado como Abdel Rahman al-Shaludi, de 21 anos, que foi baleado por um policial pouco após o atropelamento e morreu ontem - pertencia ao movimento islâmico.

Segundo informações do jornal israelense Haaretz, porém, a família do palestino insistia ontem que ele havia perdido o controle do veículo e não tinha atingido as vítimas deliberadamente - uma delas, a equatoriana Karen Mosquera, de 22 anos, sofreu ferimentos graves, segundo o governo de seu país.

Além do Hamas, de acordo com o Haaretz, "outras organizações palestinas elogiaram o ato de Shaludi", qualificando-o "como um golpe heroico contra Israel". O jornal informou ainda que alguns moradores do bairro de Jerusalém Oriental onde a família do palestino vive, Silwan, afirmaram que Shaludi se afiliou ao Hamas durante um período de 14 meses de prisão que cumpriu em razão de delitos relacionados a segurança.

Centenas de pessoas compareceram ao funeral de Chaya Zissel Braun. A menina, que também tinha cidadania americana, sofreu um grave traumatismo craniano após ser atropelada pelo veículo conduzido por Shaludi. O impacto a arremessou a vários metros do local do impacto, segundo a imprensa israelense.

Os EUA também condenaram a ação, chamando-a de um "ato terrorista". / AFP e EFE

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