Tensão no Egito é atribuída à Irmandade Muçulmana

O conselho militar que comanda o Egito divulgou comunicado nesta sexta-feira culpando a Irmandade Muçulmana por ter elevado a tensão no país ao antecipar o resultado da eleição presidencial do último fim de semana e reiterou que sua recente decisão de ampliar os poderes dos generais foi necessária para garantir a governabilidade.

AE, Agência Estado

22 de junho de 2012 | 10h15

A acusação foi feita em meio a uma manifestação de milhares de pessoas, que se reuniram hoje na praça Tahrir, no centro do Cairo, para apoiar o candidato presidencial da Irmandade, Mohammed Morsi, e denunciar o que eles chamaram de tomada de poder pelos militares que reduz em muito a autoridade do próximo presidente.

A Irmandade declarou a vitória de Morsi na corrida presidencial horas depois de as urnas terem sido fechadas, mas o anúncio foi contestado pelo candidato rival, Ahmed Shafi, o último primeiro-ministro do ex-presidente Hosni Mubarak, deposto no ano passado.

"Anunciar o resultado da eleição presidencial antes do comunicado oficial é injustificável e é um dos principais motivos por trás do racha e da confusão que prevalece na cena política", afirmou o conselho, cuja mensagem foi lida pela TV estatal, mas não mencionava a Irmandade nominalmente.

A expectativa era de que os números oficiais da votação fossem anunciados na quinta-feira, mas a divulgação foi adiada, gerando acusações de manipulação pela junta militar.

O conselho também rejeitou apelos para restaurar o Parlamento, dominado pela Irmandade e que foi dissolvido por uma decisão judicial na semana passada. Os generais alegam que a decisão deve ser respeitada. As informações são da Associated Press.

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