AFP PHOTO / Mark RALSTON
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Tentativa da Al-Qaeda de esconder explosivos em baterias motivou restrições em voos, diz CNN

De acordo com fonte do governo americano ouvida pela emissora, filial do grupo que atua principalmente no Iêmen e na Arábia Saudita estaria aperfeiçoando técnica para miniaturizar bombas

O Estado de S.Paulo

22 de março de 2017 | 09h23

WASHINGTON - As agências de inteligência dos Estados Unidos teriam descoberto há poucas semanas que a Al-Qaeda na Península Arábica - um das ramificações mais violenta e ativa do grupo - estaria aperfeiçoando uma técnica para esconder explosivos em baterias e em compartimentos de baterias de dispositivos eletrônicos, afirmou à emissora CNN um funcionário do governo.

O funcionário, que falou à emissora de forma anônima, afirmou que as preocupações em razão desta descoberta motivaram os EUA e o Reino Unido a adotarem na terça-feira proibições de eletrônicos maiores do que celulares em voos provenientes de países de maioria islâmica.

De acordo com a nova regra, nos voos de companhias aéreas provenientes de 10 países do Oriente Médio e da África os passageiros deverão despachar junto com a bagagens os dispositivos que sejam maiores do que seus telefones - a proibição não afeta, porém, equipamentos médicos.

A proibição é uma das mais amplas e severas adotada como medida de segurança na aviação civil desde o ataque terrorista às Torres Gêmeas, em Nova York, em 11 de setembro de 2001.

Na terça-feira, funcionários do governo americano tinham dito que análises de inteligência indicavam que a aviação continuava como um alvo dos terroristas. "A avaliação dos serviços de inteligência indica que os grupos terroristas continuam visando o transporte aéreo e buscam novos métodos para perpetrar seus atentados, como esconder explosivos em bens de consumo", afirmou de forma anônima uma fonte do governo.

 

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