Tentativa de golpe de Estado é impedida no Chade

As autoridades do Chade abortaram nesta quarta-feira uma tentativa de golpe de Estado cujas circunstâncias ainda não foram esclarecidas, de acordo com uma fonte diplomática e informações de meios de comunicação locais. De Ndjamena, a capital do Chade, a fonte diplomática disse à EFE que existem versões não confirmadas que indicam que a tentativa aconteceu quando o presidente do país, Idriss Deby, afastou 75 coronéis. A emissora sul-africana SABC informou que o ministro de Comunicações e Cultura, Hourmadji Moussa Doumgor, disse que a tentativa de golpe aconteceu por volta das 4h (meia-noite de Brasília) e que dois altos oficiais do exército foram detidos, mas não contou o motivo. Deby está no poder desde 1990. Nas eleições de 3 de maio, ele concorrerá a um terceiro mandato, apesar da Constituição proibir e de a oposição ser contra. O presidente enfrenta ainda uma rebelião armada com a participação de dois ex-generais na zona de fronteira com o Sudão. O governo do Chade acusa o Sudão de apoiar o movimento rebelde. Aparentemente, de acordo com as versões não confirmadas, o afastamento dos coronéis foi anunciado momentos antes do presidente Deby viajar a Guiné Equatorial para participar de uma cúpula regional. Esta manhã, a capital estava tomada por tropas do exército e a ponte que liga Ndjamena a Camarões estava fechada. O ministro de Comunicações disse que parte dos golpistas fugiram rumo ao leste do país. De acordo com relatórios divulgados pela oposição chadiana, alguns chefes da Guarda Republicana podem estar envolvidos na tentativa de golpe. O Chade tem 1,28 milhão de quilômetros quadrados e uma população de quase dez milhões de habitantes. A economia, majoritariamente agrícola, teve um grande crescimento no início desta década quando foram descobertos campos petrolíferos. O país deixou de ser colônia francesa em 1960 e, desde então, atravessou três décadas de guerras internas, que terminaram quando Deby chegou ao poder à frente de uma rebelião armada que depôs o presidente Hissen Habré, refugiado no Senegal.

Agencia Estado,

15 Março 2006 | 14h04

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.