Tentativa de invasão a aeroporto peruano termina com 4 mortos e 25 feridos

Manifestantes protestam contra contaminação do rio Ramis por atividade mineradora

Efe,

25 de junho de 2011 | 02h00

LIMA - O confronto entre manifestantes e a Polícia peruana, durante greve contra a contaminação do rio Ramis, registrou até o momento 4 mortos e 25 feridos.

 

Os conflitos começaram quando manifestantes, que participam de uma paralisação de 48 horas iniciada quinta-feira, 23, em Juliaca tentaram invadir a pista de aterrissagem do aeroporto da cidade.

 

O coordenador da Defensoria Pública de Puno, Jacinto Ticona, confirmou à Agência Efe que os manifestantes "seguem concentrados nos arredores do aeroporto", e que a Polícia ainda lança bombas lacrimogêneas para mantê-los afastados.

 

Ticona afirmou que pediu calma aos manifestantes, por meio dos meios de comunicação de Juliaca, mas não surtiu efeito. Os voos no aeroporto foram suspensos pelo resto do dia, segundo confirmaram fontes do terminal aéreo em Lima.

 

Segundo a Defensoria Pública, cerca de 5 mil pessoas protestam contra a inércia do Governo na descontaminação do rio Ramis em consequência das atividades de mineração em Puno. Os manifestantes, que pertencem à etnia quíchua, apoiam os protestos que há mais de um mês outros cidadãos da região mantêm contra as mineradoras.

 

O líder aimará Walter Aduviri, chefe da Frente de Defesa dos Recursos Naturais na Região Sul de Puno, está em Lima negociando com o Executivo para solucionar o conflito. Segundo o congressista Yonhy Lescano, o Governo aceitou retirar a concessão da mineradora Santa Ana, uma das principais reivindicações.

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