Teorias de conspiração permeiam tragédia

CORRESPONDENTE / NOVA YORK

Gustavo Chacra, O Estado de S.Paulo

04 Setembro 2011 | 00h00

A imagem da queda dos dois edifícios do World Trade Center, na manhã do 11 de Setembro, está na memória de quase todos. Mas poucos se recordam que uma terceira torre do complexo, a de número 7, também desabou na tarde daquela mesma terça-feira. Diferentemente das torres 1 e 2, que eram o cartão-postal de Nova York, a torre 7 era mais baixa, com 47 andares, e não foi atingida por nenhum avião. No meio da confusão daquele dia, a cena dela caindo não causou impacto.

Investigação do National Institute of Standards and Technology (NIST), a pedido do governo dos EUA, traz a versão oficial da queda: detritos da torre 1 atingiram a 7, localizada a mais de 100 metros de distância, provocando incêndio no edifício. No momento do colapso, havia fogo apenas entre o 7.º e o 13.º andar, segundo o NIST. O órgão admite que edifícios nas mesmas condições em outras partes do mundo não caíram. No caso da torre 7, porém, o fogo, de acordo com o estudo do NIST, derreteu as estruturas de aço, provocando a queda.

Grupos organizados, como o 911Truth.org, que reúne até mesmo parentes e sobreviventes dos atentados, divulgaram vídeo na semana passada entrevistando uma série de arquitetos e engenheiros de todo o mundo tentando provar que, diferentemente da versão oficial, na realidade teria ocorrido uma implosão controlada naquela tarde de 11 de Setembro. Mais importante, segundo eles, seria impossível implodir um prédio como aquele em um dia. Logo, a preparação teria sido anterior aos atentados. Para alimentar as teorias, entre os ocupantes do prédio, no 25.º andar estavam a CIA e o Pentágono.

A segunda principal teoria da conspiração diz respeito ao avião que atingiu o Pentágono. Diferentemente dos atentados contra o WTC, com centenas de imagens, ninguém registrou o avião atingindo a sede do Departamento da Defesa. Há apenas um vídeo rápido disponível. Os que duvidam da versão oficial chegam a acreditar que nenhuma aeronave chocou-se contra o Pentágono.

"Como foi possível atingir o Pentágono 80 minutos depois de os ataques começarem? Por que não houve uma reação da base da Força Aérea a 10 km de distância? Como Hani Hanjour (um dos terroristas), que fracassou como piloto de Cessna, teria feito uma manobra acrobática na primeira vez comandando um Boeing?", questiona o 911Truth.

Segundo eles, poderia ter sido uma explosão interna ou o disparo de um míssil. Eles enfrentam dificuldades para questionar a existência da caixa-preta e destroços do aparelho. Mais importante, não há como explicar a existência de uma lista de passageiros com parentes vivos e confirmando que eles estavam no voo.

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.