Claudio Cruz/AFP
Claudio Cruz/AFP

Teotihuacán, a ‘cidade dos Deuses’ do México, renasce após fechamento por pandemia

Autoridades esperam 3 mil visitantes por dia, cerca de 30% da capacidade do local

Redação, O Estado de S.Paulo

12 de setembro de 2020 | 05h00

CIDADE DO MÉXICO - Forçada a fechar pela pandemia da covid-19Teotihuacán, a "cidade dos deuses" do México pré-hispânico, voltou a receber turistas.

A "Calzada de los Muertos", principal artéria que une a pirâmide do Sol, a maior do sítio arqueológico, com a da Lua, foi atravessada na última quinta-feira, 11, por cem turistas, protegidos com máscaras.

No meio de inúmeros cães que vagavam pelo local, alguns dos visitantes mantinham olhares distraídos, às vezes alucinados, como se conseguissem ver algum habitante da antiga cidade, a maior da América pré-colombiana, fundada por volta de 200 aC. e abandonada oito ou nove séculos depois.

“É lindo. Adoro a imensidão das coisas (...). Parece magnífico para mim”, disse à Agência France Press Angélica Téllez, de 18 anos, com os olhos brilhando de emoção.

O sítio arqueológico conseguiu receber no dia 19 de março, por ocasião do equinócio da primavera, tradicionalmente um dos dias de maior afluxo, pequenos grupos que desafiaram as recomendações para ficar em casa.

Na reabertura, as autoridades esperam receber cerca de 3 mil visitantes por dia, ou seja, 30% da capacidade do local, considerado patrimônio mundial da humanidade pela UNESCO. 

Para entrar em Teotihuacán, localizada a cerca de 40 km da Cidade do México, é obrigatório o uso de máscara. Turistas estão proibidos de subir as pirâmides, uma das principais atrações do local.

Paulo Rallo, um disc jockey de 42 anos de Barcelona, ​​diz que se sente muito sortudo por estar em Teotihuacán. “É incrível como eles puderam ter feito isso na época", disse.

As autoridades também permitiram a reabertura de metade das 110 lojas de artesanato que existem no local. /AFP

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